Em entrevista, Flávio Bolsonaro denuncia suposta pressão sobre o Centrão, promete 'tesouraço' e defende alianças em Minas

Presidenciável do PL detalha propostas econômicas baseadas em corte de cargos comissionados, critica restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro e comenta o cenário político mineiro.

O candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, abordou temas centrais de sua campanha eleitoral durante entrevista concedida a Rádio Itatiaia, na manhã desta terça-feira (18). Em pauta, o parlamentar criticou o que chamou de interferência de autoridades do Judiciário nas articulações partidárias, apresentou um plano de enxugamento do Estado e detalhou a estratégia de campanha e as alianças regionais no estado de Minas Gerais.

Denúncia de pressão sobre partidos do 'Centrão'

Durante a sabatina, o senador afirmou que a ausência de um apoio formal de legendas do bloco conhecido como "Centrão" à sua chapa foi decorrente de pressões externas. Segundo Flávio Bolsonaro, lideranças partidárias teriam recebido ameaças de altas autoridades sediadas em Brasília para inviabilizar coligações formais.

 

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Apesar de não citar nomes específicos, o candidato declarou que a situação evidencia fragilidades no regime democrático do país. Ele ressaltou que, mesmo sem o tempo formal de rádio e televisão que essas alianças trariam, conta com o apoio informal e com o voto de diversas lideranças de siglas que optaram pela neutralidade na disputa presidencial.

Plano econômico: 'Tesouraço' em cargos e burocracia

No campo das propostas para a gestão pública, Flávio Bolsonaro prometeu promover um plano de corte rigoroso de despesas no Poder Executivo, apelidado por ele de "tesouraço", caso seja eleito. A iniciativa tem como meta a redução da máquina estatal e a simplificação regulatória.

  • Corte de comissionados: O candidato afirmou que pretende exterminar milhares de cargos em comissão criados na atual gestão, tomando como referência a medida adotada no início do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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  • Revisão normativa: A equipe econômica da campanha conta com analistas dedicados a mapear e revogar centenas de portarias e atos normativos que, segundo a candidatura, geram burocracia e custos desnecessários para o setor produtivo.

  • Redução de impostos: O plano prevê a revisão e o cancelamento de tributos recentes, incluindo alíquotas incidentes sobre a exportação de commodities.

Estratégia de imagem e críticas ao Judiciário

Questionado sobre a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro em seu palanque, o senador reiterou que o pai é a principal referência política e ideológica de sua vida pública. No entanto, ponderou que a utilização da imagem do ex-mandatário na propaganda eleitoral seguirá rigorosamente os limites e orientações estipulados por sua equipe jurídica.

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Na mesma ocasião, o candidato teceu duras críticas à condução de inquéritos e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relativas a Jair Bolsonaro, alegando falta de imparcialidade e apontando o descumprimento de garantias fundamentais.

Cenário político em Minas Gerais

Ao analisar o quadro eleitoral no segundo maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro comentou as candidaturas ao governo de Minas Gerais. O presidenciável defendeu a indicação do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, como o nome oficial do PL ao Palácio Tiradentes, destacando sua trajetória na gestão privada e no empreendedorismo.

Paralelamente, o senador teceu elogios ao colega de bancada Cleitinho Azevedo, reconhecendo sua relevância política no estado. O candidato ressaltou o diálogo com a família Azevedo e pontuou que, independentemente do desenho das candidaturas locais, mantém interlocução e apoio junto a diferentes lideranças mineiras.

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