Resgate em Caeté (MG): Bombeiros localizam idosa de 95 anos desaparecida há mais de 30 horas em mata fechada

Jandira Macedo de Castro, que tem Alzheimer, foi encontrada com vida na noite de segunda-feira (17) graças à combinação de cães farejadores e drones com câmeras térmicas.

Na noite desta segunda-feira (17), uma operação de resgate de alta complexidade do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) culminou na localização com vida de Jandira Macedo de Castro, de 95 anos. A idosa estava desaparecida desde o meio-dia de domingo (16) em uma densa área de mata densa e terreno íngreme na zona rural de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A corrida contra o tempo, que durou mais de 30 horas, mobilizou militares do Terceiro Batalhão e especialistas do Batalhão de Emergências Ambientais, além de contar com tecnologia de ponta e o faro apurado da equipe de busca com cães.

O Desaparecimento e o Início das Buscas

Jandira Macedo de Castro, conhecida carinhosamente pela família como Doca, possui diagnóstico de Alzheimer, o que aumentou significativamente a urgência e a preocupação das equipes. Sua ausência foi percebida por familiares por volta das 12h de domingo (16), no sítio da família situado próximo à BR-381, na altura do km 419.

As equipes de resgate do CBMMG foram acionadas imediatamente e iniciaram as varreduras ainda na tarde de domingo, cobrindo o sítio e trilhas adjacentes. Os trabalhos continuaram de forma ininterrupta ao longo de toda a segunda-feira, com equipes de solo realizando varreduras terrestres nas vias de acesso e nas matas do entorno.

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A Estratégia: Tecnologia e Faro Atuando Juntos

A operação ganhou um ponto de inflexão decisivo a partir do relato de um caseiro de uma propriedade vizinha. Ele informou ter avistado a idosa no dia anterior, a cerca de dois quilômetros do local de origem. Com essa nova coordenada, a estratégia de busca foi refinada.

Enquanto a equipe de busca com cães iniciava o rastreamento por solo e um dos animais sinalizava odor humano em direção a uma área de vegetação fechada, a tecnologia entrava em ação pelo alto. Com a chegada da noite e a visibilidade zero a olho nu, um piloto de drone do Terceiro Batalhão realizou um sobrevoo tático no quadrante apontado. Utilizando sensores com câmera térmica, o drone foi capaz de identificar uma assinatura de calor com padrão compatível ao corpo humano no interior da mata densa.

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Fotos: Corpo de Bombeiros Militar/Divulgação

 

A Localização e o Resgate

Com base nas coordenadas precisas fornecidas pela tecnologia, a equipe de solo progrediu a pé pela vegetação difícil. Ao notar a aproximação dos militares, a própria vítima, emitiu pedidos de socorro, o que orientou o acesso final da guarnição até onde ela estava, em uma clareira.

Jandira foi encontrada consciente e com sinais vitais estáveis. No entanto, apresentava fraqueza extrema e dificuldade de locomoção devido à desidratação e ao período prolongado sem alimentação e água.

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O resgate exigiu esforço físico final dos bombeiros, que realizaram o transporte manual da idosa por um longo e difícil percurso de mata e terreno íngreme. Eles a levaram até uma via de acesso transitável, onde ela foi repassada a uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para os primeiros atendimentos pré-hospitalares e encaminhamento médico para avaliação detalhada.

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