Grupo Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

Medida abrange a holding e nove subsidiárias da rede de varejo; empresa busca reestruturar o passivo em meio a juros elevados, retração do consumo e ajustes operacionais.

O Grupo Casas Bahia protocolou no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) um pedido de recuperação judicial com o objetivo de repactuar um passivo estimado em R$ 17,3 bilhões. A solicitação abrange a controladora e nove de suas subsidiárias operacionais, marcando uma nova etapa na tentativa de estabilização financeira da gigante do varejo brasileiro.

A medida foi adotada para preservar a continuidade das atividades da companhia, proteger o fluxo de caixa e criar um ambiente formal de negociação com credores, fornecedores e instituições financeiras.

Fatores que pressionam a situação financeira

A crise financeira da companhia é resultado da combinação de fatores macroeconômicos desfavoráveis com desafios operacionais internos:

  • Endividamento elevado: A dívida sujeita ao processo de recuperação judicial alcança cerca de R$ 17,3 bilhões, exigindo cronogramas de pagamento compatíveis com a geração de caixa atual.

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  • Cenário macroeconômico: As taxas de juros elevadas aumentaram o custo de captação de recursos e o financiamento de crediários, somando-se à restrição de crédito e ao encolhimento do poder de compra dos consumidores.

  • Readequação da rede física: Como parte do plano de reestruturação iniciado nos últimos anos, a rede promoveu o fechamento de centenas de pontos de venda com desempenho abaixo do esperado em diversas regiões do país.

  • Mudanças na governança: O cenário de instabilidade operacional foi acompanhado por baixas em cargos de liderança, incluindo renúncias no Conselho de Administração e na diretoria jurídica da empresa.

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Funcionamento de lojas e garantias aos consumidores

Apesar do pedido formulado à Justiça, a direção do Grupo Casas Bahia informou que as operações continuam sem interrupções. Lojas físicas, aplicativo e a plataforma de e-commerce seguem em funcionamento normal.

Do ponto de vista dos direitos do consumidor, a legislação garante a continuidade da entrega de produtos adquiridos, o cumprimento dos prazos de garantia e a política de trocas e devoluções.

No âmbito trabalhista, entidades sindicais e representantes da categoria acompanham os desdobramentos do processo com foco na preservação dos postos de trabalho e no cumprimento das obrigações com os colaboradores da rede.

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