Governo dos Estados Unidos discute novas sanções contra Alexandre de Moraes após operação no Maranhão

O governo dos Estados Unidos estuda a aplicação de novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme reportagem publicada pelo jornal britânico Financial Times. A discussão ocorre em meio a desdobramentos políticos internacionais e repercute diretamente as recentes decisões judiciais proferidas pela corte brasileira.

Contexto da investigação e operação

A nova discussão diplomática e sancionatória surge após o ministro Alexandre de Moraes autorizar, na última terça-feira (11), uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Cutrim foi apontado nas investigações como a suposta fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens que abordavam o uso de veículos oficiais por parte do ministro Flávio Dino e de seus familiares. O advogado do jornalista também foi alvo da medida cautelar determinada pelo STF.

Na decisão proferida pelo magistrado, o tribunal apontou que existem indícios relevantes de condutas ilícitas relacionadas a crimes de perseguição (stalking), previstos no Código Penal, a partir de postagens realizadas na internet e em redes sociais. Segundo o entendimento do STF, o autor das publicações teria se valido de mecanismos de monitoramento estatal para identificar veículos oficiais, o que representaria uma exposição indevida à segurança de autoridades públicas.

Histórico de sanções e relações diplomáticas

Esta não é a primeira vez que o ministro Alexandre de Moraes entra no radar de sanções internacionais por parte de autoridades norte-americanas. Em julho do ano passado, o magistrado foi incluído nas restrições da Lei Global Magnitsky. Na ocasião, ele foi alvo de acusações por parte do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, referentes à supervisão de julgamentos judiciais no Brasil.

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No entanto, o cenário diplomático sofreu alterações no final do ano passado. Em dezembro, as sanções direcionadas ao juiz, à sua esposa e a uma empresa familiar foram suspensas após diálogos diretos e reuniões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

As novas tratativas reveladas pela imprensa internacional voltam a colocar sob holofotes a relação diplomática entre Brasília e Washington, enquanto o STF conduz as investigações internas sobre o vazamento de informações e segurança institucional.

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