Explosão em fábrica de fogos destrói pavilhões e mata funcionário veterano em Santo Antônio do Monte (MG)

O polo pirotécnico de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi cenário de mais um trágico acidente de trabalho. Uma violenta explosão ocorrida no início da tarde desta quarta-feira (15), destruiu parte de uma fábrica de fogos de artifício e resultou na morte de um funcionário veterano, além de deixar outros dois colaboradores feridos.

O estrondo da detonação assustou moradores de comunidades vizinhas e mobilizou rapidamente diversas forças de segurança pública e órgãos de fiscalização do Estado.

Pavilhão de Pólvora Branca é Pulverizado

De acordo com as primeiras apurações e levantamentos técnicos realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar, o ponto de origem do desastre foi um pavilhão destinado ao manuseio e armazenamento de pólvora branca — um dos compostos mais instáveis e perigosos utilizados na fabricação de fogos de artifício devido ao seu alto poder de detonação.

O impacto da explosão nesse setor foi devastador:

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  • Destruição Total: O pavilhão de pólvora branca, onde a vítima fatal se encontrava no momento do acidente, foi completamente pulverizado pela força da detonação.

  • Efeito Cascata: A onda de choque (energia da explosão) propagou-se com violência e afetou gravemente outras duas estruturas essenciais da empresa — o pavilhão de colagem e o pavilhão de secagem —, que apresentaram danos estruturais significativos.

Vítimas: Perda de um Colaborador com 12 Anos de Casa

As equipes de resgate agiram rápido, mas a gravidade dos ferimentos na área de impacto direto impossibilitou qualquer chance de salvamento. Uma Unidade de Suporte Básico (USB) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) esteve no local e constatou o óbito de um trabalhador de 54 anos. De acordo com informações de colegas e da administração da empresa, o profissional possuía uma longa trajetória no setor, atuando há aproximadamente 12 anos na mesma fábrica.

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Outras duas pessoas que estavam nas proximidades — um homem e uma mulher — sofreram ferimentos leves causados principalmente por estilhaços e pelo impacto acústico. Eles receberam os primeiros socorros das equipes médicas no local e foram encaminhados de forma segura pelo SAMU para a unidade hospitalar do município, onde permanecem sob observação e passam bem.

Ação Rápida de Funcionários Evita Incêndio Florestal

Imediatamente após a explosão, o calor e a projeção de fagulhas inflamáveis atingiram a vegetação que cerca as instalações industriais, provocando um princípio de incêndio florestal.

Antes mesmo da chegada dos caminhões de combate a incêndio dos bombeiros, os próprios funcionários da fábrica demonstraram agilidade e preparo técnico. Utilizando extintores de incêndio portáteis da empresa, eles agiram de forma coordenada e conseguiram extinguir o fogo na mata, impedindo que as chamas avançassem pela vegetação e gerassem novos focos de risco à estrutura sobrevivente da fábrica.

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Mobilização das Forças de Segurança e Fiscalização

Por se tratar de uma atividade que envolve o manuseio de materiais controlados e de alto risco, a ocorrência mobilizou múltiplos órgãos do Estado:

  1. Polícia Militar: Isolou imediatamente todo o perímetro da fábrica para garantir a segurança dos socorristas, evitar a entrada de curiosos e preservar a cena do acidente.

  2. Exército Brasileiro: Como órgão regulador nacional e responsável pela fiscalização de explosivos, armas e munições, fiscais militares compareceram ao local para averiguar se a empresa possuía as licenças exigidas (como o Certificado de Registro - CR) e se operava dentro das normas de segurança prescritas.

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  3. Perícia Técnica da Polícia Civil: Foi formalmente acionada para coletar vestígios químicos e estruturais. O laudo pericial, que deve ser emitido nas próximas semanas, será fundamental para apontar as causas reais do sinistro — se decorrente de falha humana, elétrica, mecânica ou de autocombustão térmica dos elementos químicos.

Este novo episódio volta a acender as discussões sobre a segurança do trabalho na indústria pirotécnica da região, levantando novos questionamentos sobre as condições de operação física e o suporte de segurança fornecido aos operadores de pólvora no maior polo produtor do país.

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