Tragédia no Rio: Colisão aérea entre dois helicópteros deixa seis mortos no Recreio dos Bandeirantes

Aeronaves de pequeno porte explodiram após baterem no ar e despencarem sobre o pátio de uma concessionária de carros elétricos na Avenida das Américas.

RIO DE JANEIRO – Na manhã deste domingo (14), por volta das 9h, uma colisão em pleno voo entre dois helicópteros de pequeno porte resultou na morte de pelo menos seis pessoas na Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes.

Após o impacto no ar, os destroços das duas aeronaves despencaram diretamente sobre o pátio de uma concessionária de veículos elétricos, localizada ao lado da Rua Beth Lago. A queda foi seguida por uma forte explosão que deu início a um incêndio de grandes proporções no estabelecimento comercial.

Cenário de guerra: Explosão e destruição de veículos

Moradores e pedestres que passavam pela região relataram momentos de pânico. Segundo testemunhas, o estrondo provocado pelo choque das aeronaves e a subsequente queda foi tão violento que se assemelhou a sequências de estouros de fogos de artifício de alta potência. Logo em seguida, uma densa coluna de fumaça escura tomou conta do céu do Recreio.

 

O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente às 9h. Diante da gravidade do cenário, o comando da corporação montou uma força-tarefa robusta:

  • Efetivo: Cerca de 45 militares empenhados na linha de frente;

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  • Logística: 15 viaturas operacionais, incluindo caminhões de combate a incêndio (AT), ambulâncias e veículos de salvamento.

Apesar da resposta rápida, todos os ocupantes das duas aeronaves morreram carbonizados no local. O fogo se alastrou rapidamente pelo pátio da concessionária, alimentado pelas baterias e componentes dos automóveis, destruindo completamente pelo menos 20 carros elétricos que estavam expostos ou em estoque.

Bloqueios no trânsito e atuação policial

O reflexo da tragédia afetou imediatamente a mobilidade na Zona Oeste. O Centro de Operações Rio (COR) informou que a pista lateral da Avenida das Américas, na altura da estação do BRT Gilka Machado, no sentido Santa Cruz, precisou ser totalmente interditada para garantir o livre acesso das viaturas de resgate e rescaldo. O trânsito na região apresenta retenções.

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Policiais militares do 31° BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram mobilizados para isolar a área do acidente, preservando o perímetro para o trabalho dos peritos criminais e impedindo a aproximação de curiosos.

Investigação criminal: Polícia Civil registra caso como homicídio culposo

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) já assumiu a vertente criminal do caso por meio da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). O delegado titular da distrital, Alan Luxardo, esteve pessoalmente no local e confirmou o balanço de vítimas fatais, embora as identidades de pilotos e passageiros ainda dependam de exames do Instituto Médico Legal (IML) devido ao estado dos corpos.

O caso foi formalmente registrado na delegacia como homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), uma medida padrão para dar início às investigações e apurar eventuais responsabilidades civis e operacionais.

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"Numa aeronave, havia o piloto e mais quatro passageiros. Na outra, havia só o piloto. Agora nós estamos aguardando os resultados periciais e o Cenipa já foi acionado para fazer a constatação da parte técnica das aeronaves. A princípio foi registrado como homicídio culposo para verificar de quem foi a responsabilização pelo acidente", explicou o delegado Alan Luxardo.

Órgãos aeronáuticos entram em campo: Identificação das matrículas

Paralelamente à investigação policial, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que os fatores contribuintes para o acidente serão apurados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), órgão regional do Cenipa, já foram deslocados para o Recreio para realizar o que chamam de Ação Inicial. Os técnicos confirmaram as matrículas das duas aeronaves envolvidas na tragédia: PP-MAC e PR-DJJ.

Nesta primeira fase do protocolo aeronáutico, os militares aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados meteorológicos, preservação de componentes dos motores e rotores, verificação dos danos causados às aeronaves, além do levantamento do histórico de plano de voo e comunicação com as torres de controle da região. O Cenipa reforça que o objetivo desta investigação é estritamente preventivo, visando emitir recomendações para que tragédias semelhantes não voltem a acontecer.

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