BELO HORIZONTE / MG — O Governo de Minas Gerais anunciou oficialmente, nesta segunda-feira (1/6), o lançamento da sétima edição do programa Procura-se. A iniciativa estratégica reúne a qualificação e a identidade dos 12 criminosos considerados alvos prioritários e de altíssima periculosidade para o sistema de segurança pública do estado. Todos os listados encontram-se foragidos e possuem múltiplos mandados de prisão em aberto.
O anúncio reforça o compromisso da administração estadual em sufocar as ramificações do crime organizado, utilizando tanto o braço armado do Estado quanto os serviços de inteligência e o apoio fundamental da sociedade civil.
Alvos Contumazes e Estrutura do Crime Organizado
Diferente de criminosos comuns, os indivíduos que integram a nova lista do Procura-se são peças-chave em organizações criminosas que atuam dentro e fora das divisas mineiras. Durante a coletiva de imprensa, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), enfatizou o perfil dos procurados:
“Todo mundo que está listado no Procura-se está com mandado de prisão em aberto há algum tempo, e não é só um mandado, são vários. No caso desses doze, estamos falando de alvos contumazes que praticaram uma série de crimes e que nós sabemos que são importantes na estrutura do crime organizado em Minas.”
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A seleção dos alvos levou em conta critérios rigorosos das agências de inteligência, priorizando indivíduos com forte atuação em crimes violentos de impacto social, financeiro e psicológico nas comunidades.
O Perfil dos Criminosos Procurados
A nova lista cobre uma vasta gama de delitos graves que afetam diretamente a sensação de segurança da população. Entre os focos desta edição, destacam-se:
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Crimes de Sangue e Tráfico: Indivíduos com histórico de homicídios qualificados e liderança no tráfico de drogas interestadual.
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Ataques a Instituições Financeiras: Integrantes de quadrilhas especializadas no chamado "Novo Cangaço", investigados por explosões de caixas eletrônicos e assaltos a agências bancárias.
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Violência Patrimonial: Assaltantes de alta periculosidade envolvidos em roubos de grandes cargas e propriedades rurais.
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Força-Tarefa Integrada na Segurança Pública
O programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas sua execução depende de um esforço de guerra integrado. A força-tarefa conta com a atuação conjunta e o compartilhamento de dados de inteligência entre as seguintes instituições:
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Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)
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Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
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Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG)
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Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG)
Além da atuação de campo, o governo aposta forte na asfixia social dos criminosos. A divulgação em massa dos rostos e nomes dos foragidos — por meio de cartazes físicos em locais de grande circulação e forte presença nas plataformas digitais — restringe drasticamente a mobilidade dos bandidos, impedindo que utilizem identidades falsas ou se escondam em novas comunidades.
Histórico de Sucesso: O Poder da Denúncia Anônima
A grande arma do programa Procura-se tem sido a participação da população. O canal oficial para o envio de pistas é o Disque Denúncia Unificado (DDU), pelo número 181. A ligação é totalmente gratuita e o sigilo é absoluto, garantindo o anonimato de quem denuncia.
Os números das seis edições anteriores (realizadas em 2011 com duas listas, 2012, 2017, 2021 e 2023) comprovam a eficácia da ferramenta: dos 74 criminosos já divulgados pelo programa, 61 foram localizados e presos, o que representa uma taxa de sucesso impressionante de 82,4%.
Com o início desta 7ª edição, as forças de segurança pública de Minas Gerais esperam manter o alto índice de capturas, retirando de circulação indivíduos que comprometem a paz social e demonstrando que o estado permanece vigilante no combate à criminalidade de alto escalão.
Serviço:
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O que: 7ª Edição do Programa Procura-se (Minas Gerais)
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Como denunciar: Telefone 181 (Disque Denúncia Unificado)
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Custo: Ligação gratuita e 100% anônima.