Visita de Lula a Ubá é marcada por protestos e tensão em meio ao rastro de destruição das chuvas

Vídeos que circulam intensamente nas redes sociais registram o momento em que populares entoam coros, como "Lula, ladrão! Seu lugar é na prisão"

UBÁ, MINAS GERAIS – A passagem da comitiva presidencial por Ubá, na Zona da Mata mineira, neste sábado (28), foi marcada por um clima de forte polarização. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva percorria as áreas mais afetadas pelos temporais que devastaram a região, grupos de manifestantes se concentraram em pontos do trajeto para expressar descontentamento com a presença do mandatário.

Protestos e tentativa de rompimento de bloqueio

Vídeos que circulam intensamente nas redes sociais registram o momento em que populares entoam coros, como "Lula, ladrão! Seu lugar é na prisão", durante a passagem dos veículos oficiais. O clima de tensão subiu de tom quando um homem tentou furar o bloqueio de segurança estabelecido pelas forças federais e locais para se aproximar da comitiva.

 

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Apesar da tentativa de invasão do perímetro, o indivíduo foi rapidamente contido pelos agentes de segurança. Segundo a Polícia Militar, embora as hostilidades verbais tenham sido constantes em certos trechos, não houve registros de confrontos físicos generalizados ou prisões por tumulto na cidade.

Cenário de calamidade e buscas por desaparecidos

A visita ocorre em um momento crítico para o município, que enfrenta as consequências de chuvas históricas. O balanço atualizado da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros é desolador:

Lula desembarcou em Minas Gerais logo cedo e cumpriu agenda ao lado do prefeito de Ubá, José Damato (PSD). Juntos, eles avaliaram os danos e discutiram a liberação de recursos federais para a reconstrução da infraestrutura urbana.

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Próximas etapas da agenda presidencial

Após concluir o reconhecimento aéreo e terrestre em Ubá, o presidente seguiu para Juiz de Fora, outro polo regional que também decretou situação de calamidade pública. O objetivo do governo federal é coordenar uma força-tarefa entre os ministérios para acelerar o envio de ajuda humanitária e kits de assistência básica às famílias desabrigadas.

Até o fechamento desta reportagem, o Palácio do Planalto não havia emitido uma nota oficial específica sobre os protestos ocorridos em Ubá, focando as comunicações apenas nas ações de socorro às vítimas da tragédia climática.

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