Trump Publica Foto com Flávio Bolsonaro no Salão Oval e Dispara Crise Diplomática com Lula

Postagem na rede Truth Social ocorre em meio ao anúncio de tarifas de 25% contra o Brasil; Lula chama clã Bolsonaro de "traidores da pátria" e senador rebate celebrando sanções americanas a f

WASHINGTON / EUA — O cenário político brasileiro e as relações bilaterais com os Estados Unidos ganharam novos capítulos de alta voltagem. O presidente norte-americano, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (2) duas fotografias oficiais ao lado do senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), tiradas no icônico Salão Oval da Casa Branca.

A visita do parlamentar brasileiro ocorreu originalmente na terça-feira da semana passada (26), mas a divulgação oficial por parte de Trump só aconteceu agora. Nas imagens, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também aparece compondo a comitiva.

Até então, a Casa Branca vinha mantendo silêncio sobre a agenda. Ao quebrar o jejum em sua rede social, a Truth Social, Trump teceu elogios ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, descrevendo-o como: “Um jovem inteligente que ama muito o seu país.”

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O Timing Indigesto e o Alerta no QG Bolsonarista

Apesar do forte simbolismo de prestígio internacional, a publicação das fotos não foi inteiramente celebrada pelos estrategistas bolsonaristas. O momento da divulgação coincide com o anúncio feito pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva adota práticas que restringem o comércio norte-americano.

Embora Flávio Bolsonaro não tenha qualquer ligação com as sanções econômicas americanas, analistas políticos apontam que a proximidade de datas e a "fotografia de celebração" no Salão Oval podem ser exploradas por adversários, gerando uma leitura ambígua ou negativa perante o eleitorado nacionalista em meio ao "tarifaço".

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A Agenda de Flávio: Combate ao Crime Organizado e Apelo Tarifário

A viagem de Flávio Bolsonaro a Washington teve como objetivo central consolidar uma imagem de forte alinhamento internacional e apoio de Washington à sua futura campanha presidencial. Contudo, a pauta oficial carregada pelo senador focou na segurança pública e na geopolítica do crime organizado.

Flávio revelou que solicitou pessoalmente a Donald Trump e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, a inclusão das duas maiores facções criminosas do Brasil — o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) — na estrutura global de combate ao terrorismo dos EUA.

A articulação surtiu efeito imediato: poucas horas após uma reunião entre Flávio e Rubio, o governo americano enquadrou oficialmente os grupos brasileiros como “terroristas globais especialmente designados” e “organizações terroristas estrangeiras”. O senador comemorou o anúncio em sua conta na rede social X com um curto: “Grande dia 👍”.

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Em vídeo, Flávio agradeceu à Casa Branca pela velocidade da resposta:

“Agradeço a Trump e Rubio por atenderem rapidamente o meu pedido em nome do povo brasileiro. Agora é com a gente aqui no Brasil e, em 2027, vamos libertar você, porque você merece ser livre desse governo.”

Sobre a polêmica das barreiras comerciais, Flávio Bolsonaro assegurou que fez um apelo direto a Trump para que as empresas brasileiras fossem poupadas da taxa de 25%.

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Lula Reage com Dureza: "Traidores da Pátria"

O Palácio do Planalto reagiu de forma imediata e incisiva. Durante uma agenda oficial em Goiás nesta terça-feira (2), o presidente Lula subiu o tom contra o clã Bolsonaro, acusando-os de atentar contra a soberania nacional ao buscar a chancela de uma potência estrangeira para punir ou interferir no Brasil.

“Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores. [...] O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?”, declarou Lula, visivelmente contrariado.

O presidente brasileiro afirmou que, apesar de Flávio negar ter endossado as tarifas de 25%, o histórico recente da família aponta para outra direção. Lula relembrou as manifestações públicas dos parlamentares em agradecimento a Donald Trump logo após o início das sanções comerciais de 2025 e citou que o terceiro filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, chegou a defender publicamente nos EUA a aplicação da Lei Magnitsky — mecanismo americano de sanções financeiras e restrições de visto — contra altas autoridades e magistrados do Estado brasileiro.

O episódio joga ainda mais combustível na pré-campanha presidencial e coloca a política externa e as relações comerciais com os Estados Unidos no centro do debate eleitoral brasileiro.

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