Vítima de explosão em fábrica de fogos é sepultada em Santo Antônio do Monte (MG)

Willian Alves Cunha, de 53 anos, tinha mais de uma década de experiência no setor e usava Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Polícia Civil investiga as causas do acidente.

O município de Santo Antônio do Monte (MG), conhecido nacionalmente como o polo da indústria de fogos de artifício, despediu-se sob forte clima de comoção de Willian Alves Cunha, de 53 anos. Ele foi a vítima fatal de uma violenta explosão registrada na tarde de quarta-feira (15) em uma fábrica localizada na comunidade rural do Fundão.

O sepultamento ocorreu na tarde de quinta-feira (16), no Cemitério Municipal São Miguel, conforme informações confirmadas pela Funerária São Francisco. O acidente também deixou outras duas pessoas feridas, que receberam atendimento médico e não correm risco de morte.

Vítima era experiente e usava equipamentos de proteção

A Polícia Civil de Minas Gerais já deu início aos trabalhos de investigação para apurar o que provocou a detonação no barracão de pólvora. Em declaração à imprensa, o delegado responsável pelo caso, Galeno Aécio, informou que, em uma análise preliminar, tanto a conduta da vítima quanto a regularidade da empresa estavam em conformidade com as exigências legais.

"Willian tinha treinamento específico para aquela função de risco, estava utilizando todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados e possuía mais de 12 anos de experiência na área. Da mesma forma, a fábrica operava com autorização e, a princípio, toda a documentação da empresa estava em dia", explicou a autoridade policial.

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O acidente: Explosão gerou incêndio em mata nativa

O sinistro aconteceu por volta das 14h de quarta-feira dentro de uma das células de manipulação de pólvora da empresa. O estrondo pôde ser ouvido a quilômetros de distância.

Uma unidade de suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi deslocada para o local, mas os socorristas puderam apenas constatar o óbito imediato de Willian, que estava no epicentro da explosão. Um homem e uma mulher que trabalhavam em pavilhões próximos sofreram ferimentos leves decorrentes do deslocamento de ar e estilhaços. Eles foram socorridos e encaminhados para uma unidade de pronto atendimento da região, onde permaneceram sob observação médica.

O Corpo de Bombeiros também desempenhou papel crucial na ocorrência. Devido à alta temperatura da detonação e à projeção de fagulhas, as chamas saíram do perímetro do barracão e se espalharam rapidamente, atingindo uma área de mata nativa vizinha à fábrica,porém, o fogo foi controlado por funcionários da fábrica com o uso de extintores.. 

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Próximos passos da investigação técnica

Investigadores e peritos criminais da Polícia Civil realizaram uma varredura minuciosa na área destruída para coletar vestígios químicos e materiais que ajudem a determinar o fator gerador da faísca inicial.

O inquérito policial buscará esclarecer se o acidente foi motivado por uma fatalidade de estática, falha mecânica no maquinário ou alguma outra variável invisível. O laudo pericial completo com a dinâmica da explosão tem previsão para ficar pronto em um prazo de 30 dias e será fundamental para concluir se houve ou não responsabilidade criminal envolvida no caso.

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