O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse na tarde desta quarta-feira (18) que a arrecadação do Estado deve cair R$ 530 milhões em 2020 como reflexo da pandemia do coronavírus e não pode garantir que o funcionalismo do Estado vai continuar recebendo o salário da forma como está sendo feita atualmente.
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“Posso assegurar que o pagamento como já tem sido feito ao funcionalismo vai continuar, mas talvez não consigamos manter pontualmente em março, abril e maio, mas estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance”, afirmou o governador.
O Estado contava com o leilão de nióbio como uma das fontes de recursos que poderia equilibrar as contas e contribuir para honrar os salários do funcionalismo.
“Toda a flutuação da Bolsa acaba dificultando a contratação de uma operação como a do nióbio, que já estava em andamento. Num momento como esse, é natural que os investidores prefiram guardar dinheiro em um local mais seguro, de preferência em títulos do Tesouro de países com segurança. Isso vai retardar nossa operação. Mas estamos vendo outra possibilidade mais viável e menos difícil e, em breve, vamos informar”, afirmou Zema.
Enquanto a solução não vem, o governador disse que o caminho a seguir é apertar os cintos. “Vamos continuar fazendo o que o governo já tem feito desde o início, que é reduzir despesas e revisar contratos”, explicou.
Reflexos na economia
Zema destacou que o crescimento da economia vai deixar de ocorrer e, com toda certeza, haverá menor criação de empregos. “Mas ainda é prematuro falar em recessão. Previsões indicam que essas turbulências devam demorar de 30 a 90 dias e, depois, a atividade econômica vai ser retomada gradativamente”, afirmou.
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