Cedro Mineração Suspende Operações em Mariana (MG) e Concede Férias Coletivas a 500 Trabalhadores

Paralisação temporária afeta a unidade na Região Central de Minas Gerais a partir do dia 9 de novembro. Empresa aponta encarecimento do frete marítimo e crise logística internacional como mot

MARIANA (MG) — A Cedro Mineração anunciou a suspensão temporária das atividades operacionais de seu complexo minerário localizado em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A medida passa a valer a partir da próxima segunda-feira, 9 de novembro de 2026, e impactará diretamente o contingente de trabalhadores da planta local.

Com a decisão, cerca de 500 trabalhadores, somando funcionários diretos e prestadores de serviços terceirizados, entrarão em regime de férias coletivas. O período inicial de descanso compulsório terá duração de 15 dias, havendo previsão legal e operacional para prorrogação por mais 30 dias, a depender das condições de mercado.

Gargalos Logísticos Internacionais e Custos de Frete

Em comunicado direcionado ao setor, a mineradora atribuiu a paralisação a fatores macroeconômicos externos que vêm afetando a competitividade das exportações de commodities minerais no Brasil.

Entre as principais adversidades apontadas pela companhia estão:

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  • Encarecimento do Transporte Marítimo: Alta severa nos fretes internacionais para o escoamento do minério de ferro;

  • Tensões Geopolíticas Globais: Instabilidades que alteraram rotas tradicionais de comércio e inflacionaram os custos operacionais da cadeia de suprimentos;

  • Pressão sobre Margens: O aumento repentino nos custos de escoamento e logística comprometeu a rentabilidade das operações de exportação a partir da unidade de Mariana.

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Operações em Nova Lima e Incerteza Quanto aos Investimentos

Apesar da paralisação em Mariana, a Cedro Mineração informou que a medida é restrita ao complexo local. As operações da empresa em Nova Lima, localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, seguem operando dentro da normalidade, sem alterações no ritmo de produção ou no quadro de pessoal.

A suspensão temporária em Mariana acende um sinal de alerta no setor minerário por ocorrer pouco tempo após a empresa obter licenças ambientais decisivas para um megaprojeto de expansão. O plano prevê investimentos na ordem de R$ 3,5 bilhões para ampliar a capacidade de beneficiamento de minério de ferro na região.

Até o momento, a direção da mineradora não se posicionou se a paralisação afetará o cronograma oficial das obras de expansão ou se haverá adequação do quadro de funcionários (com demissões) ao término do período de férias coletivas. O cenário segue sob acompanhamento atento de sindicatos locais e das autoridades do município.

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