Em primeira live nos EUA, Flávio Bolsonaro diz que fará do Congresso uma trincheira e lança Marinho no Senado

Senador que deixou o país na quarta-feira voltou a questionar a lisura das eleições, afirmou ter saído "pelo Brasil" e rebateu articulações de Davi Alcolumbre.

O senador e candidato derrotado na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizou sua primeira aparição pública nas redes sociais nesta sexta-feira (30), desde que deixou o Brasil com destino a Miami, nos Estados Unidos. Transmitida ao vivo, a live marcou a reação oficial do parlamentar ao resultado do segundo turno das eleições, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito.

Durante a transmissão, Flávio convocou a bancada de oposição e declarou que a atuação parlamentar no Poder Legislativo será o principal ponto de resistência ao novo mandato do Palácio do Planalto.

“Vamos fazer nossa trincheira no Congresso. Deputados e senadores, vocês agora estão comigo para evitar que o mal no nosso país não aconteça”, afirmou o senador.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Saída do país e reação a medidas judiciais

Ao abordar sua saída do país, ocorrida na última quarta-feira (28) sob forte repercussão internacional, Flávio Bolsonaro justificou a decisão afirmando que tomou a medida na segunda-feira (26). A decisão veio após ter conhecimento de que a Polícia Federal (PF) havia solicitado a retenção e entrega de seus passaportes ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Em conversa com a minha família decidi tomar esta decisão. Não foi fácil, mas entendi qual era o cenário e dei um passo atrás para dar dois para frente. Digo que não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, disse o parlamentar aos seus apoiadores.

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Contestações ao resultado das urnas e crítica à legislação

Flávio Bolsonaro voltou a declarar que não aceita o resultado das urnas do último domingo (25). O senador fez metáforas futebolísticas para criticar a atuação da Justiça Eleitoral e a conduta da campanha adversária durante o pleito.

“Não concordo com o resultado das eleições. Foram vários gols de mão que meu adversário fez e que não foram anulados pelo VAR. Jogou completamente fora da legislação eleitoral”, declarou.

Ao final da transmissão, o senador fez um agradecimento ostensivo ao eleitorado conservador: “Muitas coisas são sem explicação nesta eleição, matematicamente impossíveis se não fosse um ‘gol de mão’. Mas é uma honra ver que tive quase 60 milhões de votos e saber que meus eleitores vieram de pessoas reais”, pontuou.

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Disputa pelo comando do Senado

No campo das articulações políticas imediatas, Flávio Bolsonaro aproveitou a transmissão para intervir na disputa pela Presidência do Senado Federal para o biênio 2027-2028. Ele confirmou publicamente a indicação do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar o comando da Mesa Diretora na vaga atualmente ocupada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), cuja gestão se encerra em fevereiro de 2027.

O anúncio de apoio irrestrito a Marinho sinaliza um recuo explícito do PL frente às recentes investidas e acenos promovidos por Alcolumbre junto ao eleitorado de direita, reafirmando que o bloco de oposição pretende manter candidatura própria na Casa Alta.

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