CARMO DO CAJURU / CENTRO-OESTE – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que apurou o crime de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas 7 anos. O principal suspeito é o próprio pai da vítima, um homem de 43 anos, que foi formalmente indiciado pela instituição.
O crime ocorreu entre os dias 30 e 31 de janeiro deste ano na zona rural de Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste do estado.
Flagrante e detalhes do crime na zona rural
Segundo as informações levantadas pelo setor de inteligência e proteção à vulneráveis da PCMG, o homem aproveitou o período em que estava sob a guarda temporária da criança para cometer os abusos. Ambos estavam hospedados em uma propriedade rural quando o crime aconteceu.
O indiciado utilizou-se do momento de isolamento do local para praticar atos libidinosos contra a criança. A ação criminosa foi interrompida graças à intervenção de terceiros.
Testemunhas ouvidas no decorrer do inquérito relataram que escutaram os apelos desesperados da criança pedindo para que o pai parasse com as investidas. Uma das testemunhas afirmou ter presenciado parte dos atos e agido imediatamente para retirar a vítima da situação de risco. Diante da gravidade dos fatos, o homem foi preso em flagrante pelas autoridades policiais ainda na data da ocorrência.
Laudos periciais e ameaças a testemunhas
A PCMG informou que o indiciamento do suspeito foi respaldado por um robusto conjunto de provas materiais e testemunhais. A equipe de investigação reuniu laudos periciais detalhados, depoimentos contundentes e relatórios emitidos por profissionais de saúde após atendimentos médicos na vítima. Todos os registros foram considerados técnica e biologicamente compatíveis com a violência de natureza sexual apurada.
Além da acusação de estupro de vulnerável, a situação do homem se agravou no decorrer do processo. Ele também passou a ser alvo de uma apuração paralela por ter feito ameaças contra as testemunhas envolvidas no caso, na tentativa de intimidá-las e obstruir o andamento da Justiça.
Encaminhamento à Justiça
Com o encerramento do inquérito policial, as peças e provas técnicas produzidas pela Polícia Civil foram integralmente relatadas e encaminhadas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão ministerial avaliará o relatório para apresentar a denúncia formal, dando início à ação penal contra o agressor.
Canais de Denúncia: A Polícia Civil reforça que casos de abuso, maus-tratos ou qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes devem ser denunciados imediatamente. A população pode colaborar de forma anônima e sob total sigilo por meio do Disque Denúncia Unificado 181 ou acionando a Polícia Militar pelo 190.