PF deflagra operação em Divinópolis contra esquema de fraudes na Caixa Econômica Federal

Com prejuízo estimado em mais de meio milhão de reais, criminosos utilizavam documentos falsos e 'laranjas' para contratar empréstimos e realizar saques ilegais.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma operação estratégica em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, visando desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias. A ação é um desdobramento de investigações que buscam frear o uso de identidades falsas para lesar a Caixa Econômica Federal.

O Modus Operandi do Grupo

Segundo as informações colhidas pela inteligência da PF, o grupo operava de forma estruturada. O esquema funcionava em três etapas principais:

  1. Falsificação e 'Laranjas': Os criminosos utilizavam documentos de identidade adulterados ou nomes de terceiros (os chamados "laranjas") para burlar os sistemas de segurança do banco.

  2. Abertura de Contas: Com os dados falsos, eram abertas contas correntes legítimas perante a instituição.

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  3. Captagem de Recursos: Uma vez com as contas ativas, os suspeitos realizavam saques imediatos de saldos existentes e contratavam diversas modalidades de empréstimos, desviando o dinheiro antes que a fraude fosse detectada.

Prejuízo e Investigação

Até o momento, a perícia da Polícia Federal já identificou pelo menos quatro contas abertas com identidades distintas, mas o volume de fraudes pode ser ainda maior. Estima-se que o prejuízo direto aos cofres da Caixa Econômica Federal ultrapasse a marca de R$ 500 mil.

Nesta manhã, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Belo Horizonte

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Foco em Facilitadores

Um dos pontos centrais da nova fase da investigação é descobrir se existem facilitadores dentro ou fora do sistema bancário que colaboraram para que as contas fossem abertas com tanta facilidade. A análise de inteligência buscará conexões entre os envolvidos e possíveis movimentações de lavagem de dinheiro.

Consequências Jurídicas

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder pelo crime de estelionato majorado, visto que o delito foi praticado contra uma entidade pública federal.

Penalidade: Por se tratar de um crime contra uma empresa pública, a pena base, que pode chegar a cinco anos, sofre um aumento de um terço, podendo ultrapassar os seis anos de reclusão, além de multa.

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Até o fechamento desta matéria, a PF não confirmou prisões em flagrante, focando os trabalhos na análise técnica dos materiais apreendidos para dimensionar a real extensão da rede criminosa no Centro-Oeste de Minas Gerais.

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