SANTO ANDRÉ (SP) – Um caso de violência doméstica chocou os moradores do bairro Vila Scarpelli, em Santo André, na noite do último sábado (28). Um major aposentado da Polícia Militar, de 54 anos, foi preso em flagrante após agredir violentamente sua companheira e manter a mulher e a filha trancadas dentro da residência da família.
O Resgate e o Cenário de Violência
A Polícia Militar foi acionada via Copom para atender a uma ocorrência de briga familiar. Ao chegarem ao imóvel, os policiais se depararam com uma situação crítica: a vítima, uma mulher de 42 anos, estava trancada em um dos quartos da casa junto com sua filha adolescente, em uma tentativa desesperada de se proteger do agressor.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher apresentava lesões visíveis pelo corpo e confirmou aos militares que havia sido agredida pelo companheiro. O oficial da reserva estava no local e, segundo os relatos, apresentava um "comportamento extremamente alterado".
Desacato a Autoridade
Mesmo diante da presença de policiais da ativa, o major aposentado não recuou. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele hostilizou a equipe e chegou a desacatar diretamente uma das policiais femininas que atendia a ocorrência, agravando ainda mais a sua situação jurídica no momento da abordagem.
Procedimentos Legais e Custódia Militar
O suspeito foi conduzido ao 2º Distrito Policial de Santo André, onde o delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante. O caso foi registrado sob uma extensa lista de crimes:
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Lesão Corporal: Pelas agressões físicas comprovadas;
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Violência Doméstica (Lei Maria da Penha): Contexto de agressão contra a mulher;
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Ameaça e Injúria: Pelos ataques verbais proferidos contra a vítima;
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Desacato: Pela conduta contra a equipe policial no local.
A vítima foi encaminhada para exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para documentar a gravidade das lesões e embasar o processo judicial.
Inquérito Policial Militar (IPM)
Devido à sua condição de oficial, ainda que na reserva, o indiciado não foi mantido em carceragem comum. Após o registro da ocorrência, ele foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, unidade destinada a membros da corporação que aguardam julgamento.
Além do processo na esfera civil, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM). A apuração interna avaliará a conduta do major sob o rigor do código de ética da instituição, o que pode gerar sanções administrativas graves, independentemente da condenação criminal.
Canais de Denúncia:
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190: Polícia Militar (Emergências)
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180: Central de Atendimento à Mulher (Denúncias e Orientações)