CAMPO BELO (MG) – A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) confirmou, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (5), a motivação por trás do brutal assassinato do 3º Sargento Rodrigo da Silva Pereira, de 40 anos, ocorrido na última quarta-feira (4). Segundo a corporação, o crime foi um ato de retaliação direta ao trabalho incansável que o militar desempenhava no enfrentamento à criminalidade na região Sul de Minas.
A voz do crime: confissão revela motivação
De acordo com o subcomandante do 8º Batalhão, Major Marcos Paulo, as investigações avançaram rapidamente após a prisão de integrantes do grupo criminoso responsável pelo atentado. Em depoimento, um dos suspeitos detidos admitiu que o sargento foi escolhido como alvo por representar um obstáculo constante aos interesses da facção.
“Um dos indivíduos presos relatou, de forma muito clara, que o atentado ocorreu em virtude da atuação do sargento Rodrigo. Nas palavras desse criminoso, ele estava atrapalhando as atividades ilícitas desse grupo, combatendo incisivamente os crimes que eles cometem aqui em Campo Belo e cidades vizinhas”, afirmou o Major.
A facção, que é alvo de apurações por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios na região, teria visto no sargento uma ameaça ao seu poder de atuação. O Major destacou a postura do militar em serviço: "Era um profissional muito atuante. Ele já havia tirado de circulação diversos criminosos e, por essa postura firme, acabou tornando-se alvo dessa retaliação covarde".
Comando-Geral manifesta indignação
A morte do sargento gerou uma onda de consternação dentro da PMMG. Em nota oficial, o comandante-geral da instituição, Frederico Otoni Garcia, expressou seu profundo pesar e indignação diante da perda.
"Manifesto minha total solidariedade aos familiares e a toda a família policial militar neste momento de dor e indignação. A perda de um combatente que dedicou sua vida a proteger a sociedade mineira é um golpe para todos nós, mas reforçamos que a justiça será feita", declarou o comandante.
Combate à Criminalidade em Campo Belo
O assassinato expõe a tensão crescente na segurança pública do Sul de Minas, onde grupos criminosos têm tentado desafiar a autoridade das forças de segurança. A PMMG reforçou que, embora a perda do Sargento Rodrigo seja irreparável, as operações de combate ao crime organizado serão intensificadas na cidade e em todo o entorno, como forma de honrar a memória do policial e garantir a ordem pública.
As investigações continuam em curso, com a Polícia Militar atuando de forma integrada com a Polícia Civil para identificar e prender todos os envolvidos no planejamento e execução do atentado.