Em um desdobramento, a Casa Branca divulgou, neste domingo (4), as primeiras imagens oficiais de Nicolás Maduro sob custódia dos Estados Unidos. O líder venezuelano aparece algemado e, em um momento de aparente resignação, chega a desejar “boa noite” aos agentes federais que o aguardavam para o desembarque em Nova York.
Estas são as primeiras fotos nítidas do rosto de Maduro desde que os rumores de sua captura começaram a circular. Atualmente, ele está sob a guarda da Drug Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas norte-americana.
A Transferência: Do mar para o Brooklyn
A logística da operação foi complexa e envolveu alta tecnologia militar. Após ser detido, Maduro foi inicialmente mantido a bordo do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima. De lá, foi transferido sob forte escolta para uma aeronave que o conduziu diretamente à Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York.

Reprodução/Casa Branca
O líder venezuelano não estava sozinho; sua esposa, Cilia Flores, também desembarcou na base aérea. O destino final do casal já foi confirmado pelo governo americano: o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, uma unidade federal de segurança máxima conhecida por abrigar detentos de alto perfil.
Trump detalha a invasão: "Como um programa de TV"
Em entrevista exclusiva à Fox News poucas horas após a confirmação da prisão, o ex-presidente Donald Trump descreveu os bastidores da ação militar. Segundo Trump, a cúpula do governo acompanhou cada segundo da operação em tempo real através de monitores.
“Bem, nós assistimos a tudo de uma sala. Estávamos cercados por muitas pessoas, incluindo generais, e eles sabiam de tudo o que estava acontecendo. Era extremamente complexo”, afirmou Trump.
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Ele detalhou a eficiência das forças especiais durante a incursão: “Eles simplesmente invadiram lugares onde não era permitido. Arrombaram portas de aço que foram instaladas justamente para impedir isso, e as defesas foram eliminadas em questão de segundos. Nunca vi nada parecido”.
Confronto sangrento e saldo de vítimas
Apesar da precisão descrita pelas autoridades americanas, a captura de Maduro deixou um rastro de violência em território venezuelano. De acordo com informações publicadas pelo The New York Times, o governo da Venezuela confirmou que ao menos 40 pessoas morreram durante os confrontos na madrugada deste sábado (3).
Um alto funcionário venezuelano, que pediu anonimato, indicou que o saldo de mortos inclui tanto militares da guarda oficial quanto civis que estavam nas proximidades dos locais de conflito. O clima nas ruas de Caracas permanece de extrema tensão e incerteza sobre quem assumirá o comando do país.
O que acontece agora?
Maduro enfrenta uma série de acusações nos Estados Unidos, que incluem narcoterrorismo, corrupção e tráfico de drogas. A expectativa é que ele seja apresentado a um juiz federal nas próximas horas para a leitura formal das acusações. O caso promete ser o julgamento mais emblemático da década no tribunal de Nova York.