Oposição celebra captura de Maduro e intensifica críticas ao governo Lula: O tempo dos ditadores acabou

A notícia da captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, ecoou imediatamente nos corredores do Congresso Nacional brasileiro. Deputados da oposição utilizaram suas redes sociais e tribunas para parabenizar a ação norte-americana, classificando o episódio como o "fim da impunidade" na América Latina e um divisor de águas para as democracias ocidentais.

Os parlamentares destacaram que a queda do líder venezuelano — acusado de anos de repressão sistemática, fraudes eleitorais comprovadas e violações brutais de direitos humanos — é o resultado inevitável de um colapso institucional que já durava décadas.

Parlamentares destacam o fim do "mito da intocabilidade"

Para o deputado Sanderson (PL-RS), a operação enviou uma mensagem clara a regimes autoritários ao redor do globo. Segundo o parlamentar, a captura demonstra que a justiça internacional pode ser tardia, mas é alcançável.

"O tempo de Maduro acabou. A captura mostra que ditadores não são intocáveis. A justiça começou a alcançar quem destruiu um país inteiro e condenou seu povo à miséria", declarou Sanderson.

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Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) enfatizou que a queda de Maduro é uma vitória moral para o povo venezuelano. Ele ressaltou que o poder erguido sobre o medo e a violência não possui bases sólidas no mundo contemporâneo: "A captura é um recado claro: a liberdade sempre vence a tirania".

Oposição usa o episódio para fustigar a política externa de Lula

O principal alvo dos discursos, no entanto, foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os deputados oposicionistas aproveitaram o momento para criticar a postura diplomática do Brasil, que nos últimos anos manteve canais de diálogo e evitou classificar o governo de Maduro como uma ditadura.

O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) foi enfático ao comparar as ações de Washington com a postura do Palácio do Planalto:

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  • Crítica ao Alinhamento: "Parabéns ao Trump e meu repúdio a Lula. Enquanto o mundo agiu, o governo brasileiro escolheu passar pano para um ditador. A história vai cobrar de quem preferiu a ideologia à democracia", afirmou Nogueira.

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) reforçou o coro, afirmando que a defesa de Maduro pelo atual governo federal "envergonha o Brasil" e isola o país perante as nações livres.

Expectativa por uma reconstrução democrática

Para o Coronel Tadeu (PL-SP), o regime de Maduro ruiu por não encontrar mais sustentação em uma economia global interconectada e em um mundo que exige transparência. O parlamentar acredita que quem insistiu em apoiar o Palácio de Miraflores sofrerá as consequências políticas dessa escolha.

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Os parlamentares encerraram suas notas defendendo uma mudança imediata na condução do Itamaraty. Para o bloco oposicionista, o Brasil deve abandonar o que chamam de "conivência com regimes autoritários" e retomar uma política externa alinhada com as potências democráticas, visando a reconstrução econômica e institucional da Venezuela.


Impactos esperados no Brasil:

  1. Pressão no Itamaraty: Espera-se que a oposição convoque o Ministro das Relações Exteriores para prestar esclarecimentos sobre o posicionamento brasileiro diante da nova custódia de Maduro.

  2. Questão Migratória: Parlamentares do Norte, como Capitão Alberto Neto, devem focar na estabilização da fronteira e no impacto do fluxo migratório em Roraima e Amazonas após a queda do regime.

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  3. Pauta Legislativa: Projetos que visam proibir financiamentos de bancos estatais a países sob regimes não democráticos devem ganhar fôlego na Câmara.

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