Através de suas redes sociais, Trump divulgou uma imagem de Nicolás Maduro, que serve como prova da detenção. Na fotografia, Maduro aparece a bordo do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima. Ele veste um moletom casual, está com os olhos cobertos por óculos opacos (utilizados para desorientação sensorial em transportes táticos) e aparece supostamente algemado.
Nicolas Maduro on board the USS Iwo Jima. pic.twitter.com/omF2UpDJhA
— The White House (@WhiteHouse) January 3, 2026
O líder venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, já estão em águas internacionais, navegando em direção a Nova York. Eles fazem parte do comboio da Marinha dos EUA que mantém posição estratégica no Caribe desde o fechamento de 2025.
"Como um programa de TV": Os bastidores da captura
Em entrevista exclusiva à rede Fox News poucas horas após a missão, Trump deu detalhes inéditos sobre a incursão. O presidente afirmou ter acompanhado cada passo da operação em tempo real através de transmissões de vídeo acopladas aos uniformes dos agentes táticos em Caracas.
"Foi como ver um programa televisivo. A precisão foi absoluta", descreveu o republicano.
Trump revelou ainda que o plano original previa o ataque para quatro dias atrás, mas o Pentágono recomendou o adiamento devido a condições climáticas instáveis na região. Ele também expôs que Maduro tentou uma última cartada diplomática há uma semana, buscando uma saída negociada: "Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria", sentenciou.
O futuro do petróleo e o fator China
A intervenção não terá apenas contornos políticos, mas também econômicos. Trump declarou que os EUA passarão a estar "fortemente envolvidos" na administração da indústria petrolífera venezuelana — detentora das maiores reservas do planeta.
Apesar da postura agressiva, o presidente americano enviou um sinal de estabilidade ao mercado global e à Ásia: confirmou que a China continuará recebendo o petróleo venezuelano, indicando que os contratos de exportação serão mantidos, ainda que sob nova supervisão.
Vacância de poder: Quem assume em Caracas?
Questionado sobre o reconhecimento de María Corina Machado como a nova mandatária, Trump evitou uma resposta direta, mantendo o cenário em aberto.
"Ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela", afirmou o presidente. Ele surpreendeu ao mencionar que a atual vice-presidente do regime, Delcy Rodríguez, também está sob análise na equação política que os EUA pretendem montar para o período de transição.
O que esperar agora?
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Processo Judicial: A chegada de Maduro a Nova York deve ser seguida por uma apresentação formal à justiça americana por acusações de narcotráfico e lavagem de dinheiro.
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Reação Internacional: O mundo aguarda os pronunciamentos de aliados da Venezuela, como Rússia e Irã.
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Transição em Caracas: Forças de oposição e militares remanescentes iniciam conversas para evitar uma guerra civil total em solo venezuelano.