Governador Valadares acordou sob uma intensa movimentação policial nesta quarta-feira (10). A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou a Operação “Fim da Linha”, uma ofensiva estratégica que resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas na região.
A operação é um desdobramento direto da "Operação Impacto Final", que teve início após a apreensão prévia de aproximadamente 18 quilos de cocaína, além de veículos, balanças de precisão, dinheiro e aparelhos eletrônicos. Com o aprofundamento das investigações, a polícia conseguiu mapear a hierarquia e o funcionamento interno do grupo.
Detalhes da Ação Policial
Os mandados judiciais, expedidos após representação da autoridade policial, foram cumpridos integralmente durante a manhã. Além das 12 prisões temporárias, os agentes executaram 11 mandados de busca e apreensão.
Durante as diligências nas residências e pontos ligados aos suspeitos, foram apreendidos:

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Diversos tipos de entorpecentes;
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Quantias em dinheiro em espécie;
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Equipamentos utilizados na logística do tráfico;
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Insumos destinados ao refino e produção de drogas.
O material apreendido será periciado e integrará o inquérito policial, servindo como prova para fortalecer a acusação contra os envolvidos.
Modus Operandi da Facção
As investigações revelaram uma organização criminosa com estrutura hierarquizada e funções bem definidas entre os membros. Para evitar a detecção pelos órgãos de segurança, o grupo adotava medidas sofisticadas de contraespionagem:
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Linguagem codificada: Comunicação entre integrantes evitava termos explícitos sobre a atividade criminosa.
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Intermediários: Utilização de "laranjas" e intermediários para negociações e movimentações financeiras.
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Ocultação de patrimônio: Uso de diversos imóveis, em diferentes pontos da cidade, para despistar as atividades e esconder os entorpecentes.
Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais
A operação "Fim da Linha" integra a estratégia estadual denominada Operação Cerco Fechado, que visa sufocar o crime organizado em diversas regiões de Minas Gerais. O objetivo central é desestruturar as finanças e o comando desses grupos, reduzindo a incidência de crimes violentos nas cidades mineiras.
A FICCO/MG é um modelo de cooperação interinstitucional coordenada pela Polícia Federal, contando com a participação ativa da:
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Polícia Civil;
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Polícia Militar;
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Polícia Penal;
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Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar possíveis novos integrantes ou conexões da organização com outros estados.