Tragédia na Serra Catarinense: corpos das 5 vítimas de queda de helicóptero em Urubici são liberados do IML

Identificação do cantor Rick, da dupla com Renner, de empresário e da tripulação foi concluída por meio de papiloscopia. Aéroneu havia decolado de Porto Belo com destino a São Joaquim.

Os corpos dos cinco ocupantes do helicóptero que caiu na região montanhosa de Urubici, na Serra de Santa Catarina, foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis na madrugada desta quarta-feira (23), por volta de 1h30. O trabalho de identificação das vítimas foi concluído com agilidade pelas equipes da Polícia Científica por meio da papiloscopia, técnica que analisa as impressões digitais.

A liberação ocorreu poucas horas após a complexa operação de resgate e retirada dos corpos da área de difícil acesso onde os destroços foram localizados, na tarde de terça-feira (22). O acidente aconteceu na segunda-feira (21), dia em que a aeronave perdeu o sinal de rastreamento.

Foto: Corpo de Bombeiros Militar/SC

 

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Quem são as vítimas do acidente

Entre os ocupantes do helicóptero estavam profissionais da aviação, um empresário, um profissional de audiovisual e uma figura de destaque nacional da música sertaneja:

  • Geraldo Antonio de Carvalho (59 anos): Conhecido publicamente como Rick, da dupla sertaneja Rick & Renner;

  • Bruno Avelar de Souza: Empresário;

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  • Paulo Ricardo dos Santos Soares: Videomaker que acompanhava o grupo;

  • Antonio Roberto Nóbrega de Araújo: Piloto da aeronave;

  • Leopoldo de Barros Teixeira: Copiloto.

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Rota do voo e alerta de tempestades

A aeronave, um modelo biturbino Bell 430, decolou na manhã de segunda-feira (21) da cidade de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, com destino previsto a São Joaquim, na Serra. No entanto, o helicóptero não chegou ao aeródromo de destino e o sinal de monitoramento foi perdido ainda durante o trajeto sobre a região serrana.

No dia do desaparecimento, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido alertas para a formação de fortes tempestades, chuva intensa e baixa visibilidade na região das serras catarinenses, fatores que podem ter impactado as condições de navegabilidade do voo.

Operação de busca e resgate em terreno fechado

A localização dos destroços mobilizou uma grande força-tarefa composta por forças de segurança e resgate estaduais e federais. O local da queda, caracterizado por vegetação densa e relevo acidentado típico da Serra Catarinense, exigiu o uso de tecnologia avançada e equipes especializadas.

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Fotos: Corpo de Bombeiros Militar/SC

 

A estrutura da operação contou com:

  • Efetivo: Cerca de 40 bombeiros militares atuando nas buscas terrestres e no resgate;

  • Apoio Canino: Dois cães farejadores treinados para busca em mata fechada;

  • Frota Terrestre e Aérea: Mais de 10 viaturas de apoio, além de uma aeronave de busca e salvamento que avistou os destroços;

  • Tecnologia: Drones equipados com sensores de identificação térmica para sobrevoo de áreas de difícil alcance.

Próximos passos e investigação

Com a liberação dos corpos pelo IML de Florianópolis, as famílias das vítimas trabalham nos preparativos para os velórios e sepultamentos, que devem ocorrer ao longo do dia nas cidades de origem dos ocupantes.

As causas do acidente serão investigadas pelos órgãos competentes de aviação civil, incluindo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que fará a perícia nos destroços e na dinâmica do voo para identificar os fatores que contribuíram para a queda.

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