Megaoperação K9: Força-tarefa desarticula braço do PCC que operava rota de tráfico interestadual na Bahia, Minas Gerais e em outros 3 estados

Em um golpe contundente contra o crime organizado, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Gaeco Sul, deflagrou na manhã desta terça-feira (28) uma operação no município de Itabela, no Extremo Sul baiano. A ação faz parte da “Operação K9”, uma mobilização de alcance nacional coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para desmantelar uma célula estratégica da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Alcance Nacional e Mobilização de Força

A Operação K9 não se limitou ao território baiano. Em uma ofensiva simultânea, polícias Civil e Militar, sob orientação dos Gaecos estaduais, cumpriram 10 mandados de prisão e 47 mandados de busca e apreensão em endereços distribuídos por cinco estados brasileiros:

  • Minas Gerais

  • Bahia

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  • Pará

  • Pernambuco

  • Piauí

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O esforço conjunto visa paralisar uma organização criminosa com estrutura empresarial, divisões de tarefas bem definidas e uma logística complexa para o escoamento de ilícitos.


A Rota do Tráfico: Do Mato Grosso do Sul ao Vale do Aço

As investigações, que contaram com avançados recursos de inteligência e o acompanhamento de "ações controladas", revelaram o modus operandi do grupo. A organização era responsável por coordenar o transporte de grandes carregamentos de entorpecentes vindos do Mato Grosso do Sul (rota de fronteira) com destino ao Vale do Aço, em Minas Gerais, de onde a droga era redistribuída para outras cidades mineiras e estados vizinhos, incluindo a região Sul da Bahia.

O Alvo "K9": A Inteligência por trás do nome

O nome da operação, K9, é uma referência direta ao apelido de batismo utilizado pela liderança máxima desta ramificação dentro do PCC. O setor de inteligência do Gaeco mineiro conseguiu identificar toda a hierarquia do grupo, desde a base operacional, responsável pelo transporte e armazenamento, até a cúpula que geria as diretrizes da facção.

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Asfixia Financeira: Bloqueio de Bens e "Empresas Laranjas"

Diferente de operações convencionais, a K9 focou no enfraquecimento econômico da facção. O Gaeco obteve ordens judiciais para:

  • Bloqueio de contas bancárias: Diversas contas de pessoas físicas e jurídicas foram congeladas.

  • Intervenção em "Empresas Laranjas": Estabelecimentos que eram utilizados apenas como fachada para lavar o dinheiro oriundo do narcotráfico.

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  • Sequestro de Bens: O MP requisitou que imóveis de alto padrão e carros de luxo, adquiridos com lucro ilícito, sejam revertidos ao Estado.

Acusações e Penas Pesadas

Os envolvidos no esquema não responderão apenas pelo comércio de substâncias ilícitas. A lista de crimes imputados aos investigados é extensa e reflete a periculosidade do grupo:

  1. Homicídio

  2. Tráfico de Drogas

  3. Associação ao Tráfico

  4. Organização Criminosa

  5. Lavagem de Capitais

Somadas, as penas máximas para esses crimes podem chegar a 73 anos de reclusão, reforçando a gravidade da atuação interestadual da quadrilha.


Compromisso Institucional

A ação em Itabela demonstra a integração das forças de segurança da Bahia com o cenário nacional, reafirmando o compromisso de impedir que o estado seja utilizado como entreposto ou refúgio para lideranças de facções nacionais. Os materiais apreendidos na Bahia serão analisados e integrados ao inquérito principal conduzido em Minas Gerais.


Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério Público da Bahia / Gaeco Sul e Ministério Público de Minas Gerais.

Fotos: MPPA, MPPI, MPBA, MPMG/ Divulgação

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