ITAPECERICA / MG – A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio da 290ª Companhia do 63º Batalhão de Polícia Militar e o Grupamento Especial de Policiamento Ambiental (GEPAM), mobilizou uma operação na tarde da última sexta-feira (24), no bairro Nossa Senhora das Graças, em Itapecerica, que teve como objetivo apurar denúncias graves de maus-tratos a animais e crimes contra a fauna silvestre.
Cenário de abandono e insalubridade
Ao chegarem à residência denunciada, as equipes policiais se depararam com um cenário de negligência extrema. Segundo a Polícia Militar (PM), diversos cães foram encontrados em condições degradantes. Os animais estavam confinados em um ambiente insalubre, marcado pelo acúmulo de fezes e total ausência de higiene.
Muitos dos cães apresentavam sinais visíveis de debilidade física e desnutrição, permanecendo sem acesso à água limpa ou alimentação adequada. Devido à impossibilidade de remoção imediata de todos os caninos, uma pessoa foi designada como fiel depositária, recebendo orientações formais e ficando sob monitoramento para garantir a recuperação e os cuidados básicos dos animais domésticos.
Evidências de caça predatória e cativeiro ilegal
A operação ganhou contornos ainda mais graves quando os militares expandiram as buscas no imóvel. Além do cativeiro ilegal de aves da fauna silvestre — mantidas sem qualquer autorização dos órgãos ambientais —, foram encontrados petrechos típicos de caçadores profissionais.
Entre os materiais apreendidos estavam armadilhas do tipo “alçapão” e “jequi”, utilizadas para a captura de espécimes na natureza. No entanto, o que mais chamou a atenção dos militares, foi a localização de um estoque de carne de caça. No interior do imóvel, foram encontradas carcaças e partes de animais silvestres já abatidos, incluindo espécies protegidas como:
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Tatu
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Paca
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Capivara
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Aves diversas
Medidas Administrativas e Criminais
Diante da robustez das provas de crime ambiental, a Polícia Militar lavrou o auto de infração correspondente. Os produtos de origem animal (carcaças) foram inutilizados seguindo os protocolos sanitários e ambientais vigentes, enquanto os materiais de caça foram apreendidos.
Embora as evidências apontem diretamente para a prática de caça predatória e maus-tratos, o principal suspeito e responsável pelo imóvel não foi localizado durante o fechamento da ocorrência. O caso foi formalmente encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Itapecerica, que dará prosseguimento às investigações para garantir a responsabilização criminal do autor.
Apelo à Comunidade
A Polícia Militar de Minas Gerais reforça que a proteção da biodiversidade e o zelo pelo bem-estar animal são deveres de todos. Crimes contra a fauna podem ser denunciados anonimamente através do 190 ou pelo Disque Denúncia Unificado, no telefone 181.
"A participação da comunidade é o braço direito da Polícia Ambiental para que possamos chegar a locais de difícil acesso e interromper ciclos de violência contra os animais", destacou a corporação em nota.
Fonte: Assessoria de Comunicação – PMMG / 63º BPM.