Momentos de tensão marcaram a noite deste domingo (29) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo. Uma aeronave da Delta Air Lines, modelo Airbus A330-300, sofreu uma falha catastrófica em um de seus motores instantes após levantar voo, obrigando a tripulação a declarar emergência e retornar imediatamente ao solo.
O Incidente: Labaredas e Estrondo
O voo DL104, que tinha como destino final a cidade de Atlanta (EUA), decolou dentro do cronograma previsto. No entanto, logo após ganhar altitude, passageiros e testemunhas em solo relataram um forte estrondo seguido por labaredas vindas do motor esquerdo.
De acordo com protocolos de segurança da aviação, os pilotos interromperam a subida e realizaram os procedimentos de contenção de danos, estabilizando a aeronave para o pouso de retorno.
Operação de Resgate e Segurança
A aeronave transportava um total de 286 pessoas, sendo:
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272 passageiros
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14 tripulantes
Apesar do susto visual e sonoro da explosão, a Delta Air Lines confirmou que o pouso ocorreu em segurança. Assim que as rodas tocaram a pista de Guarulhos, o Airbus foi cercado por equipes de resgate e caminhões de combate a incêndio do corpo de bombeiros do aeroporto, uma medida padrão para casos de superaquecimento ou falha de motor. Não houve registro de feridos.
Posicionamento da Companhia
Em nota oficial, a Delta classificou o evento como um "problema mecânico no motor esquerdo" e lamentou o transtorno causado aos viajantes:
“Os passageiros foram desembarcados e levados de ônibus até o terminal de passageiros. Pedimos sinceras desculpas aos nossos clientes pelo atraso e pelo inconveniente em suas viagens. Nossa prioridade absoluta é a segurança de todos a bordo.”
A companhia informou ainda que suas equipes de solo trabalharam durante a madrugada para realizar a reacomodação dos clientes em outros voos e fornecer assistência, como alimentação e hospedagem, conforme as normas vigentes.
Investigação Técnica
A aeronave, de prefixo ainda não divulgado, permanece em solo em Guarulhos para passar por uma inspeção minuciosa de engenharia. O incidente deve ser reportado ao CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que analisará se houve ingestão de pássaros (bird strike), fadiga de material ou outra falha técnica que possa ter causado a explosão da turbina.