O uso irregular de patrimônio público gerou uma prisão em flagrante e uma crise institucional na segurança pública de Minas Gerais nesta terça-feira (10). Um advogado — que seria marido de uma delegada da corporação — foi detido pela própria Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) enquanto conduzia uma viatura descaracterizada na pista exclusiva de ônibus da Avenida Antônio Carlos, um dos principais corredores de Belo Horizonte.
O caso, que agora corre sob sigilo na Corregedoria, expõe uma grave suspeita de privilégios e uso de bens do Estado para fins particulares.
Investigação nasceu de denúncias à Ouvidoria
A operação que resultou na prisão não foi fruto do acaso. De acordo com o Boletim de Ocorrência, a PCMG já monitorava os passos do advogado desde fevereiro deste ano. Denúncias anônimas e uma manifestação formal encaminhada à Ouvidoria do Estado de Minas Gerais apontavam um comportamento reincidente: o defensor utilizava rotineiramente um veículo oficial, dotado de prerrogativas de trânsito, para seu deslocamento.
O Flagrante na Avenida Antônio Carlos
Com base nos relatos, agentes da Polícia Civil montaram uma operação de monitoramento e uma blitz estratégica na pista exclusiva para transporte público e veículos oficiais.
Ao avistarem o automóvel com as características descritas, os policiais deram ordem de parada. Para a surpresa — e confirmação das suspeitas — da equipe, o condutor não apresentou distintivo, mas sim sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A verificação imediata no sistema de frotas confirmou o crime: o carro pertencia ao Estado e o motorista era um civil sem qualquer vínculo com a administração pública.
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Perícia Técnica: O veículo foi removido para a Diretoria de Transportes da PCMG.