Despachante é indiciado por golpes que somam R$ 50 mil em Itaúna (MG); polícia detalha esquema

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, após meses de investigação, o inquérito que apura um esquema de fraudes praticado por um despachante documentalista de 34 anos, atuante na cidade de Itaúna, no Centro-Oeste mineiro. O profissional, que se aproveitava da confiança de seus clientes, foi indiciado por uma série de crimes graves: estelionato, apropriação indébita e falsidade ideológica.

O Modus Operandi: Falsa promessa de regularização

De acordo com os autos do inquérito, as atividades ilícitas foram registradas entre os anos de 2021 e 2022. O suspeito utilizava sua credibilidade profissional para atrair clientes que buscavam regularizar a documentação de seus veículos.

O esquema era simples e eficiente para o criminoso: ele solicitava o pagamento antecipado das taxas e dos honorários, prometendo a entrega dos documentos em dia. Após receber os valores, o despachante simplesmente não executava os serviços prometidos e apropriava-se do dinheiro para fins particulares. As investigações estimam que o prejuízo total acumulado pelas vítimas chegue a R$ 50 mil.

O agravante: falsificação de documento público

A gravidade do caso aumentou quando a equipe policial identificou que, para manter as vítimas sob controle e evitar suspeitas imediatas, o investigado não hesitava em recorrer à falsificação.

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Em um dos episódios mais críticos, o suspeito teria adulterado uma ficha de vistoria veicular. Para conferir autenticidade ao documento forjado, ele falsificou a assinatura de um policial civil que, à época, era o responsável pela emissão de laudos de vistoria no município. O documento falso servia como uma ferramenta para induzir as vítimas a erro, fazendo-as acreditar que o processo de regularização estava em trâmite legal.

Conclusão e encaminhamento

Com o suporte de depoimentos de testemunhas e provas documentais robustas, o delegado responsável pelo caso finalizou o inquérito policial e encaminhou o procedimento ao Poder Judiciário. Agora, cabe ao Ministério Público analisar as provas para dar início à ação penal contra o despachante.

Alerta ao Cidadão

A Polícia Civil reforça que, ao contratar serviços de despachante ou qualquer outro profissional de assessoria documental, o cidadão deve:

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  • Verificar a idoneidade: Consultar se o profissional possui cadastro ativo e boa reputação no mercado local.

  • Exigir recibos: Sempre solicitar recibos detalhados e notas fiscais de pagamentos realizados.

  • Acompanhar o status: Utilizar os portais oficiais (como o do Detran-MG) para verificar se as taxas foram realmente pagas e se a situação do veículo foi alterada.

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  • Desconfiar de valores muito baixos: Preços muito abaixo do mercado para taxas governamentais podem ser um indício de fraude.

Denúncias de irregularidades envolvendo despachantes podem ser feitas de forma anônima através do Disque Denúncia 181.

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