Uma tarde que deveria ser de descanso transformou-se em luto e perplexidade neste domingo (13), em Itaúna, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais. Um policial militar de 45 anos e sua companheira, de 43, foram encontrados mortos com ferimentos de arma de fogo dentro do apartamento onde viviam, no bairro Juscelino Kubitschek. A ocorrência mobilizou a polícia e escancarou um drama familiar que culminou em um desfecho fatal.
O silêncio e a descoberta A apreensão dos familiares começou nas primeiras horas da tarde, quando diversas tentativas de contato telefônico com o casal foram frustradas. Preocupados com a falta de respostas e cientes de um histórico recente de atritos, parentes decidiram ir pessoalmente até o imóvel por volta das 13h30. Ao conseguirem acessar o interior do apartamento, depararam-se com uma cena desoladora: ambos estavam caídos no quarto principal, gravemente feridos.
Tentativa de socorro e trabalho da perícia O policial militar já se encontrava sem sinais vitais no momento em que a família entrou no cômodo. A mulher, no entanto, ainda respirava. Equipes da Polícia Militar (PMMG) foram acionadas com urgência e garantiram o socorro rápido da vítima até o Hospital Manoel Gonçalves. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado pouco tempo depois de dar entrada na unidade.
A cena do crime foi imediatamente isolada para os trabalhos da perícia técnica. Próxima à mulher, os peritos localizaram uma pistola calibre .40, arma de carga oficial pertencente à própria Polícia Militar de Minas Gerais. Além da pistola, foram recolhidos no local munições, projéteis deflagrados, dois aparelhos celulares e outros materiais que serão fundamentais para a reconstrução dos fatos.
O pano de fundo da tragédia O que a polícia tenta agora montar é o quebra-cabeça das horas que antecederam os disparos. Depoimentos preliminares de familiares revelaram que o relacionamento enfrentava uma crise aguda, marcada por discussões intensas ao longo da última semana.
Um detalhe que reforça a gravidade do cenário ocorreu na manhã do próprio domingo. A mulher procurou a casa de uma parente e deixou sob seus cuidados os dois filhos, um adolescente de 14 anos e uma criança de apenas 4. Junto com os filhos, ela entregou um computador que, segundo relatou aos familiares na ocasião, conteria materiais e arquivos comprovando uma suposta infidelidade cometida pelo companheiro.
Próximos passos da investigação Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Posto Médico-Legal (PML) de Divinópolis, onde passaram por exames de necropsia e laudos residuográficos. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) assumiu o caso e trabalha para esclarecer a dinâmica exata das mortes. Os investigadores buscam determinar com precisão a autoria e a sequência dos disparos, além de analisar os dados do computador e dos celulares apreendidos para concluir o inquérito.