Cada segundo importa: Médica do SAMU narra tentativa de socorro remoto durante jogo da Copa do Mundo

Em um relato comovente, a médica Nágylla de la Rocha detalha o atendimento via videochamada a um torcedor que sofreu uma parada cardiorrespiratória em uma padaria na capital goiana.

O clima de euforia e expectativa comum aos dias de jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo de 2026 foi interrompido por um momento de tensão e solidariedade na capital goiana. Na última segunda-feira (29), durante a partida entre Brasil e Japão, um homem de 60 anos sofreu um mal súbito enquanto assistia ao jogo em uma padaria, mobilizando uma operação de salvamento que uniu tecnologia e pronta resposta.

A médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Nágylla de la Rocha, que estava de plantão na central de regulação, compartilhou em suas redes sociais os detalhes de um atendimento que, embora não tenha tido o desfecho desejado, destaca a importância vital dos primeiros socorros orientados por profissionais.

 

A virada na ocorrência

O chamado inicial à central de regulação relatava apenas uma queda com sangramento na cabeça. No entanto, o cenário mudou drasticamente em poucos segundos. “Até que o solicitante disse uma frase que mudou completamente aquela ocorrência: ‘Dra., ele está roxo’”, relembrou a médica.

Com a informação, o protocolo de atendimento foi imediatamente alterado. A médica percebeu que o paciente não sofria apenas as consequências de um trauma craniano, mas enfrentava uma parada cardiorrespiratória.

Socorro via videochamada

Demonstrando agilidade e controle emocional, Nágylla utilizou o suporte remoto para guiar as pessoas presentes na padaria na realização da Reanimação Cardiopulmonar (RCP). Nas imagens divulgadas, é possível ouvir a médica orientando o ritmo das manobras de compressão torácica:

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“Mais rápido. Mais rápido. Mais rápido. Segue esse ritmo. A chance que ele tem é essa, tá? A viatura já está a caminho”, incentivava a profissional em meio à tensão do momento.

Segundo a médica, o trabalho conjunto permitiu que o paciente apresentasse sinais de retorno espontâneo da circulação por quatro vezes, tanto durante as manobras iniciais de quem o socorreu, quanto após a chegada da equipe de suporte avançado do SAMU. Infelizmente, após cerca de uma hora de tentativas incansáveis de reanimação, o torcedor não resistiu e faleceu no local.

A importância de agir

Para a Dra. Nágylla, o caso serve como um lembrete urgente sobre a importância da capacitação da população para agir em emergências. Ela enfatiza que, em casos críticos, a espera pela ambulância pode ser o fator determinante para a sobrevida do paciente.

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“Às vezes, salvar uma vida começa muito antes da ambulância chegar. Começa com alguém disposto a ligar, ouvir e agir. Você sabia que orientações dadas pela Central 192/193 podem fazer a diferença entre a vida e a morte?”, destacou a médica em sua publicação.

O caso reforça a relevância do SAMU não apenas como prestador de socorro físico, mas como uma central de orientação técnica capaz de salvar vidas através da voz, garantindo que cidadãos comuns possam se tornar o primeiro elo da corrente de sobrevivência em situações extremas.

Você já sabe como agir em uma emergência médica? O SAMU orienta que, ao presenciar um mal súbito, o primeiro passo é manter a calma e ligar imediatamente para o 192. Siga todas as instruções do atendente, pois elas são fundamentais para manter o paciente estável até a chegada do socorro especializado.

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