MG-164: O Gargalo de Terra entre Camacho e Candeias segue sem asfalto e desafia motoristas em 2026

Apesar de reuniões diretas com o Governo do Estado e sucessivas promessas de desenvolvimento, os 26,2 km de estrada de terra continuam sendo um entrave econômico e um risco para a segurança n

Passados cinco anos desde que lideranças municipais levaram a demanda pessoalmente ao Governador Romeu Zema, a pavimentação da MG-164, no trecho que liga os municípios de Camacho e Candeias, permanece apenas no papel. No início de 2026, quem trafega pela região ainda encontra o mesmo cenário de décadas atrás: poeira excessiva, areia escorregadia e o isolamento provocado pelo barro nos períodos chuvosos.

O trecho de aproximadamente 26,2 quilômetros é um dos poucos remanescentes da malha estadual na região que ainda não recebeu pavimentação asfáltica. Para a população local, a obra deixou de ser apenas uma conveniência para se tornar uma questão de sobrevivência econômica e segurança viária.

Um Histórico de Cobranças sem Resposta

A mobilização mais emblemática ocorreu em 1º de julho de 2021, em Campo Belo. Na ocasião, o então prefeito de Candeias, Rodrigo Moraes Lamounier, acompanhado de seu vice, José Rubens, e do ex-prefeito de Camacho, Bruno Lamounier Furtado, entregaram em mãos um ofício ao governador Romeu Zema.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O documento detalhava que a MG-164 é o principal corredor para o escoamento da produção agrícola e da extração mineral da região. Sem o asfalto, o custo do frete aumenta, o desgaste dos veículos é acelerado e a competitividade dos produtos de Camacho e Candeias diminui frente a outras regiões melhor integradas às rodovias federais.

Riscos e Desafios Diários

A situação atual da rodovia exige atenção redobrada dos condutores. De acordo com registros e reclamações de usuários que dependem do trajeto, a pista de terra batida apresenta:

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  • Instabilidade: Áreas com areia fofa que podem causar derrapagens, mesmo em veículos leves.

  • Insegurança: A ausência total de sinalização vertical e horizontal impede a orientação adequada, especialmente durante a noite.

  • Intrafegabilidade: Em períodos de chuvas intensas, o solo cede lugar à lama, isolando comunidades rurais e dificultando o acesso de ambulâncias e transporte escolar.

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"A falta de pavimentação transforma o veículo em uma ferramenta de risco. É um trecho com intenso fluxo de caminhões pesados que precisam dividir espaço com carros de passeio em uma pista irregular e sem acostamento", destacam lideranças locais.

O Silêncio do DER-MG e do Governo Estadual

Embora a MG-164 apareça em estudos e documentos técnicos do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) sob rubricas de "projetos de recuperação", o asfaltamento integral do trecho Camacho-Candeias ainda não saiu da fase de intenções.

Até o momento, em 2026, não houve o lançamento de um cronograma oficial de licitação para o asfaltamento, frustrando as expectativas de quem acreditava que a obra seria prioridade dentro do pacote de investimentos em infraestrutura do Estado.

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Tabela: Raio-X do Trecho Crítico

Informação Detalhes
Extensão 26,2 km
Tipo de Via Estrada de terra (pista de rolamento natural)
Principais Riscos Lama (chuva), poeira (seca), areia escorregadia e falta de sinalização
Impacto Econômico Escoamento agrícola e extração mineral
Status da Obra Pendente (sem previsão de asfaltamento até 2026)

O que dizem as autoridades?

Nossa redação segue acompanhando os desdobramentos e está à disposição do Governo de Minas e do DER-MG para esclarecimentos sobre a inclusão deste trecho no cronograma de obras para o biênio 2026-2027.

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