Operação Blackout: Força-tarefa mira organização criminosa e corrupção policial em Divinópolis e Oliveira

Ação conjunta cumpre 45 mandados em Oliveira e Divinópolis; um Policial Civil foi preso suspeito de vazar investigações e bens de luxo foram sequestrados pela Justiça.

OLIVEIRA E DIVINÓPOLIS – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nas primeiras horas desta terça-feira (10) a “Operação Blackout”. A ofensiva visa desestruturar uma organização criminosa de alta periculosidade que dominava o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Região Centro-Oeste do estado.

Ao todo, estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão preventiva. A operação é o resultado de oito meses de investigações intensas que revelaram uma rede complexa de crimes, incluindo corrupção dentro das forças de segurança e um sofisticado esquema de ocultação de patrimônio.

Corrupção e Rede de Apoio

Um dos pontos centrais da operação foi a prisão preventiva de um Policial Civil. Segundo as investigações, o agente é suspeito de atuar como "informante" da quadrilha, repassando dados sigilosos sobre operações e inquéritos, o que permitia que os líderes do bando antecipassem os passos da justiça.

Além do policial, a residência de um advogado foi alvo de busca e apreensão. Os investigadores apuram se o profissional exercia funções que extrapolavam a defesa jurídica, auxiliando no "embaraço" às investigações e na manutenção das atividades ilícitas da organização.

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O Rastro de Sangue em Oliveira

A "Operação Blackout" nasceu da necessidade de conter uma onda de violência que vinha assombrando a cidade de Oliveira. Uma série de homicídios brutais registrados nos últimos meses serviu de fio condutor para o MPMG. As execuções estavam diretamente ligadas a uma guerra entre facções rivais que disputavam o controle dos pontos de venda de drogas (bocas de fumo) na região.

Asfixia Financeira: Imóveis e Carros de Luxo

Para além das prisões, a força-tarefa foca no confisco do capital criminoso. Foram expedidas nove ordens judiciais de sequestro que atingem o patrimônio dos investigados, incluindo:

  • 05 Imóveis de alto padrão;

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  • 04 Automóveis de luxo;

  • Bloqueio de contas bancárias de 19 pessoas envolvidas no esquema.

A justiça determinou o sequestro de todo o dinheiro encontrado nas contas, visando impedir que a organização continue financiando suas atividades mesmo com os líderes presos.

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Números da Operação

O aparato mobilizado para garantir o cumprimento dos mandados demonstra a magnitude da operação:

Recurso Quantidade
Policiais Militares 125
Policiais Civis 30
Policiais Penais 12
Promotores e Servidores do MP 05
Viaturas 46
Aeronave (Helicóptero) 01
Equipe ROCCA Cães Farejadores empenhados

As investigações ainda estão em curso, e o material apreendido (celulares, documentos e armas) será periciado para identificar novos desdobramentos e outros possíveis agentes públicos envolvidos.

O nome da operação: "Blackout" faz referência ao objetivo de "apagar" as luzes da organização criminosa, interrompendo o fluxo de informações e o fornecimento de drogas na região.

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Fotos: MPMG/Divulgação

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