JECEABA, MG – O que parecia um pesadelo sem fim para a família da pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 4 anos, terminou em um milagre neste sábado (31). Após mais de 48 horas de buscas intensas em uma área de mata fechada e relevo acidentado no distrito de Bituri, zona rural de Jeceaba, a criança foi localizada com vida pelas equipes de resgate do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Alice, que é autista não verbal, havia desaparecido na tarde da última quinta-feira (29) enquanto passava uma temporada na casa da avó.
A Operação de Resgate
A operação de busca e salvamento entrou hoje em seu terceiro dia, mobilizando uma estrutura de guerra. De acordo com o balanço oficial dos Bombeiros, foram empenhados:
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Mais de 100 pessoas, entre militares e voluntários civis;
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12 equipes especializadas em busca terrestre;
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Cães farejadores (K9);
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Drones com sensores térmicos e apoio aéreo.
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As buscas foram consideradas extremamente complexas devido à condição de Alice. Por ser não verbal e possuir sensibilidade sensorial, os socorristas temiam que ela não respondesse a chamados sonoros ou que se escondesse em locais de difícil acesso devido ao estresse.
Relembre o Caso
O desaparecimento ocorreu enquanto a avó de Alice realizava uma chamada telefônica. Segundo relatos iniciais, a suspeita era de que a menina pudesse ter ido em direção a uma área de água, já que estava de traje de banho e tem o costume de brincar na piscina do sítio.
A mãe da menina, Karine Maciel, relatou a angústia vivida pela falta da medicação diária da filha. "Ela fica muito estressada em locais desconhecidos", afirmou Karine durante o período das buscas, destacando a vulnerabilidade da criança diante da privação de seus cuidados habituais.
Estado de Saúde e Investigação
Após ser encontrada, Alice recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhada para avaliação médica detalhada. O estado de saúde da criança ainda não foi detalhado em boletim médico oficial, mas as informações preliminares indicam que ela apresenta sinais de desidratação e pequenos escoriações, permanecendo estável.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) emitiu nota informando que o caso segue sob investigação. O objetivo agora é entender a dinâmica dos fatos e como a criança conseguiu se deslocar pelo terreno durante o período em que esteve ausente.