Escândalo na PM: Capitão Acusado de Agressão a uma Colega de Farda é Promovido a Major

A promoção do capitão da Polícia Militar Mário Célio Cristiano Gomes Júnior ao posto de major, oficializada em decreto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), causou grande repercussão e levantou questionamentos sobre a política de promoções na corporação. A decisão publicada, ocorre em meio a acusações de que o então capitão teria agredido violentamente uma colega de farda.

A promoção, que se deu pelo critério de antiguidade, beneficiou um total de 241 oficiais, incluindo Mário Célio. No entanto, a ascensão do oficial tem sido alvo de críticas, uma vez que ele responde a graves acusações de violência doméstica.

 

O Caso de Violência Doméstica

 

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Conforme noticiado pelo portal Metrópoles, as acusações contra Mário Célio ganharam notoriedade em março deste ano. Segundo a denúncia, o policial invadiu a casa da soldado Thaynara Júnia, com quem mantinha um relacionamento, e a agrediu na frente da filha da vítima, uma criança de 8 anos.

O relato de Thaynara à polícia descreve um cenário de terror. O capitão teria arrombado o cadeado do portão da residência e, tomado por um ataque de fúria, proferido uma série de xingamentos contra ela, acusando-a de traição. Ele exigia acesso ao celular da vítima, e, ao ser confrontado, teria arrastado a mulher pelos cabelos, desferindo socos e empurrões.

Após a agressão, Mário Célio teria levado a soldado para o Pronto Socorro Cruz Azul, onde ela recebeu atendimento médico. Foi na unidade de saúde que Thaynara, em um ato de coragem, revelou o ocorrido a uma enfermeira, que prontamente acionou as autoridades. A soldado obteve uma medida protetiva na Justiça, que impede o oficial de se aproximar a menos de 200 metros dela e de fazer qualquer tipo de contato, inclusive por redes sociais. A juíza Joanna Palmieri Abdallah considerou o relato da vítima “coerente e verossímil”, reforçando a gravidade da situação.

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Repercussão e Futuro do Oficial

 

A promoção de Mário Célio Cristiano Gomes Júnior levanta sérias dúvidas sobre como a Polícia Militar de São Paulo lida com casos de violência doméstica envolvendo seus membros. A decisão de promover um oficial com acusações tão graves, mesmo que por critérios de antiguidade, pode ser interpretada como um sinal de impunidade, minando a confiança da população na instituição.

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A Corregedoria da PM confirmou que o caso está em andamento, mas não forneceu detalhes sobre o processo disciplinar. A promoção, no entanto, não isenta o major de responder às acusações e enfrentar as possíveis consequências legais e administrativas. O caso segue sob investigação, e a promoção do oficial promete manter o tema em pauta, gerando debates sobre os critérios de promoção na corporação e a tolerância com a violência contra a mulher.

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