O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que aprova a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao país. As declarações foram dadas a jornalistas na Base Aérea Conjunta Andrews, logo após a confirmação de que o Departamento de Estado norte-americano emitirá vistos para o parlamentar e seus familiares.
Questionado sobre a situação do senador brasileiro — que deixou o país após o segundo turno das eleições presidenciais —, Trump defendeu a permanência do aliado e renovou suas críticas ao processo eleitoral no Brasil.
"Bem, eu aprovaria. Acho que são pessoas boas. A eleição foi muito estranha, e eu achei terrível. Recebeu críticas ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles. Eu aprovaria? Sim, eu aprovaria. Acho que para mim seria aceitável", declarou o presidente norte-americano.
Concessão de vistos e chegada à Flórida
Segundo reportado por agências internacionais de notícias como a Reuters e confirmamentos do próprio Departamento de Estado dos EUA, o governo Trump autorizou a expedição de vistos de entrada para Flávio Bolsonaro, sua esposa e filhas.
Apesar de declarar que não sabia a localização exata de Flávio no momento da entrevista, informações de fontes próximas confirmaram que o senador desembarcou na Flórida, onde se encontrou com seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Contexto de crise e reações políticas
A viagem de Flávio ocorreu em meio a determinações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a entrega de seus passaportes e a proibição de deixar o Brasil. O descumprimento da ordem judicial gerou reações no cenário nacional: o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva classificou a saída do adversário do país como injustificada, afirmando que "quem não deve, não teme".
Até o momento, não há confirmação de que um pedido formal de asilo político tenha sido finalizado, mas a liberação dos vistos norte-americanos garante a permanência inicial da família Bolsonaro no território estadunidense.