Às vésperas da votação do segundo turno da eleição presidencial, o advogado Willer Tomaz utilizou suas redes sociais para rebater alegações que vinculam o candidato do PL ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro, à gestão de contas bancárias de suas empresas. Munido de um documento emitido pelo Banco Santander, o advogado sustentou que são falsas as reportagens que apontavam o parlamentar como "usuário master" de uma de suas companhias.
A polêmica teve início após veículos de imprensa, como O Globo e o Jornal Nacional, divulgarem que relatórios de análise de dados teriam identificado Flávio Bolsonaro com acesso privilegiado e controle sobre a conta da empresa Alcazar Holdings, mantida na instituição financeira. A informação passou a ser explorada por adversários políticos para sugerir a existência de vínculos societários, negócios não declarados e ligação com operações de bets (casas de apostas online).
Documento bancário contesta relatório e nega sociedade
Segundo a manifestação divulgada por Willer Tomaz, uma declaração por escrito emitida pelo próprio Santander em 23 de outubro desmente categoricamente a hipótese levantada pelas reportagens.
O advogado explicou que a referida conta bancária foi aberta em 16 de maio de 2025 e que, desde a sua criação, ele figura como o único titular e usuário com perfil "master" registrado na instituição.
"Quem diz isso não sou eu. É o Santander, por escrito, em carta de 23 de outubro. A conta foi aberta em 16 de maio de 2025 e o único usuário master, desde o início, sou eu. Flávio nunca foi usuário dessa conta. A lista completa está no vídeo. Procure o nome dele. Não está", afirmou Willer Tomaz.
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Na avaliação do advogado, o desmentido do próprio banco desmonta em cadeia as teses construídas no debate público sobre eventual participação societária ou negócios conjuntos entre ambos.
"Sem usuário master, não tem 'sócio da empresa'. Sem 'sócio da empresa', não tem 'sócio de bet'. Flávio nunca teve sociedade comigo. Nossa relação é de amizade e amizade não é crime", completou.
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| RESUMO DOS ARGUMENTOS DA DEFESA |
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| Ponto Crítico | Posição de Willer Tomaz / Prova |
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| Status de "Usuário Master" | Negado via carta oficial do |
| | Santander enviada em 23/10. |
| Sociedade em empresas / Bets | Inexistente; relação declarada é |
| | apenas de amizade pessoal. |
| Bloqueio judicial de R$ 6 bilhões | Classificado como desproporcional e |
| | fundamentado em premissas falsas. |
| Vazamentos a 48h do 2º turno | Denunciados como "pescaria |
| | probatória" para impacto eleitoral. |
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Bloqueio de bens e acusação de 'pescaria probatória'
Além de rebater a questão bancária, Tomaz teceu fortes críticas a uma decisão judicial sob sigilo que determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de seu patrimônio. A medida e o valor associado vieram a público nas 48 horas que antecederam a eleição.
Para o advogado, a quantia estipulada pela Justiça não guarda qualquer correspondência com a realidade de seu patrimônio e a sincronia do vazamento demonstra motivação política para interferir na disputa presidencial.
"No mesmo dia em que o banco derrubou a mentira, saiu uma decisão sob sigilo bloqueando 'até R$ 6 bilhões' meus. Um número sem nenhuma relação com o meu patrimônio e ela foi parar na imprensa a menos de 48 horas do 2º turno. A justificativa repetida? A mesma fake news", protestou.
Tomaz comparou o episódio a outras controvérsias e vazamentos ocorridos durante a campanha eleitoral, citando casos que envolveram disputas imobiliárias (como a menção à ilha do jogador Richarlison) e a descoberta de uma "sala-cofre" em um hangar no Aeroporto de Brasília:
"Isso tem nome: pescaria probatória para usar na campanha. Primeiro o Richarlison, depois a 'sala secreta', agora o 'usuário master'."
Cobrança à imprensa e confiança no Judiciário
Ao final de seu pronunciamento, Willer Tomaz cobrou isonomia dos veículos de comunicação que divulgaram as suspeitas iniciais, pedindo que a resposta oficial do Banco Santander receba o mesmo destaque editorial concedido às acusações.
O advogado reafirmou que apresentará formalmente todos os documentos bancários e provas técnicas nos autos do processo e disse manter a confiança na neutralidade do Poder Judiciário.
"Quero ver se os mesmos veículos publicam a correção, com o mesmo destaque. Vou apresentar todas as provas à Justiça, como sempre fiz. Acredito em Deus e no Judiciário imparcial, que decide conforme as provas, e não com base em narrativas", concluiu.