Operação Vulcano: MPMG obtém condenação de 7 membros de rede criminosa que desviava armas e munições de fuzil na Grande BH

Penas somadas ultrapassam 109 anos de prisão; esquema envolvia CACs, desvio de depósitos policias e de lojas credenciadas para abastecer o crime organizado.

BELO HORIZONTE – Uma das maiores redes de abastecimento ilegal de armamentos e munições pesadas de Minas Gerais foi desmantelada pela Justiça. O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de sete pessoas investigadas no âmbito da Operação Vulcano. A sentença foi proferida pela 3ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte.

As penas aplicadas aos réus somam 109 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado, além do pagamento de severas sanções pecuniárias e multas.

Esquema envolvia desvio de fuzis e depósito das forças de segurança

As investigações conducidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPMG revelaram uma teia complexa e estruturada para abastecer facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas e homicídios na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A origem dos armamentos e projéteis chamou a atenção dos investigadores pela ousadia do grupo:

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  • Munições de alto calibre: Milhares de cartuchos de calibres restritos e de guerra — incluindo munições para fuzis 5,56 mm e 7,62 mm, além de calibres para pistolas e revólveres de uso permitido e restrito — eram sistematicamente desviados do mercado formal através de uma loja comercial credenciada situada no município de Contagem.

  • Armas de fogo: As pistolas e fuzis comercializados no mercado paralelo eram desviados de depósitos onde ficavam custodiados materiais apreendidos pelas próprias forças de segurança pública.

  • Atuação de CACs: Entre os integrantes condenados pela Justiça estavam indivíduos formalmente registrados como Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs), que se valiam da facilidade de trânsito e do acesso legal ao mercado de armas para operacionalizar o esquema ilícito.

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Balanço das apreensões e atuação conjunta

A Operação Vulcano foi deflagrada com o suporte ostensivo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e do Exército Brasileiro. O braço militar atuou na fiscalização de produtos controlados para mapear as inconsistências do estoque formal da loja envolvida.

Apenas nas fases de cumprimento de mandados de busca e apreensão e nas prisões preventivas, as autoridades conseguiram tirar de circulação:

  • 33 armas de fogo em situação totalmente irregular;

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  • Mais de 7.000 munições intactas de variados calibres.

Resposta contundente ao crime organizado

Com a sentença expedida, a Justiça acolheu integralmente a denúncia formulada pelos promotores do Gaeco, reconhecendo a prática dos crimes de integração em organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo e munições de uso restrito, além de lavagem de dinheiro.

RESUMO DA SENTENÇA — OPERAÇÃO VULCANO:

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  • Órgão Julgador: 3ª Vara de Tóxicos, Org. Criminosa e Lavagem de Bens de BH;

  • Condenados: 7 pessoas (incluindo CACs e comerciantes);

  • Soma das penas: 109 anos e 4 meses de reclusão + pagamento de multas;

  • Origem do material: Loja de armas em Contagem e depósitos de apreensões;

  • Destino final: Facções ligadas a homicídios e ao tráfico na Grande BH.

A decisão cabe recurso, mas a Justiça manteve a custódia cautelar dos principais líderes para garantia da ordem pública e cumprimento imediato das penas.

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