Homem acusa namorada grávida de mantê-lo em cárcere privado e jogá-lo água fervente em Itabira (MG)

Segundo a vítima, as agressões começaram após a companheira descobrir mensagens de outra mulher no celular; suspeita fugiu antes da chegada da polícia.

Uma crise de ciúmes terminou em violência doméstica, cárcere privado e graves lesões corporais no bairro João XXIII, em Itabira, na região Central de Minas Gerais. Um jovem de 24 anos acusa a namorada, uma mulher de 26 anos que está grávida de três meses, de tê-lo mantido trancado em um quarto sob a ameaça de uma faca e de atacá-lo com água fervente.

O caso, ocorrido na última quinta-feira (28/05), está sob investigação das autoridades locais.

Crise de Ciúmes e Noite de Tortura

De acordo com o relato do jovem à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o pesadelo começou na noite de quarta-feira (27/05), por volta das 19h. A namorada teria encontrado mensagens de outra mulher no aparelho celular dele, dando início a uma discussão acalorada.

A partir desse momento, a suspeita teria trancado o companheiro no quarto do imóvel onde o casal residia. Munida de uma faca de serra, ela passou a fazer ameaças constantes para impedir que ele saísse do cômodo ou pedisse ajuda. Durante a madrugada, as agressões físicas se intensificaram: o rapaz foi alvo de socos e mordidas violentas — uma das quais chegou a arrancar à força o piercing que ele usava na sobrancelha.

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Ataque com Água Fervente e Pedido de Socorro

O ápice da violência ocorreu na manhã seguinte, por volta das 06h30 de quinta-feira. A mulher preparava água fervente para passar café quando, de forma abrupta, arremessou o líquido quente contra o namorado. A água atingiu as regiões do pescoço e dos braços da vítima, causando queimaduras imediatas.

O Resgate: Somente por volta das 09h45 da manhã, o jovem conseguiu burlar a vigilância da agressora e acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Os socorristas compareceram rapidamente ao local, prestaram os primeiros atendimentos médicos de urgência e constataram as marcas das queimaduras e das agressões físicas.

Suspeita Foge e Polícia Civil Investiga o Caso

A Polícia Militar foi acionada para dar apoio à equipe do SAMU e efetuar a prisão em flagrante da agressora. No entanto, ao entrarem no imóvel, os militares constataram que a mulher já havia fugido.

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Testemunhas da vizinhança informaram aos policiais que a gestante havia saído pouco antes para procurar atendimento médico, alegando que não estava se sentindo bem devido à gravidez. Os militares realizaram buscas em unidades de saúde e pontos estratégicos da cidade, mas ela não foi localizada.

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Itabira, que instaurou um procedimento investigativo para apurar os crimes de lesão corporal, ameaça e cárcere privado.

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