FATO OU FAKE: BYD substituiu brasileiros por 10 mil chineses na fábrica de Camaçari?

Circulam com força nas redes sociais vídeos e textos afirmando que a gigante chinesa BYD teria contratado 10 mil trabalhadores da China para formar uma "cidade chinesa" na Bahia, substituindo a mão de obra local em sua fábrica de Camaçari. A informação é FALSA.

Embora a empresa tenha enfrentado problemas graves com uma terceirizada no passado, os dados atuais de março de 2026 confirmam que a prioridade da montadora segue sendo a contratação de brasileiros.

Entenda o que é real e o que é invenção

A narrativa enganosa mistura um fato ocorrido em 2024 com projeções fantasiosas para criar pânico e desinformação. Abaixo, detalhamos os pontos centrais da investigação:

1. A prioridade é a mão de obra nacional

Diferente do que afirmam os boatos, a maioria esmagadora dos funcionários da BYD na Bahia é brasileira. O acordo firmado com o Governo do Estado prevê que, no mínimo, 70% do quadro de funcionários seja composto por brasileiros. No entanto, a empresa superou essa meta: em 2025, os registros apontaram que 93% da força de trabalho era nacional.

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2. Expansão e novas vagas em 2026

Neste mês de março de 2026, a BYD anunciou uma nova fase de ampliação. A projeção é que a unidade alcance a marca de 20 mil colaboradores (entre diretos e indiretos) até o final deste ano. O foco das contratações continua sendo o trabalhador baiano e brasileiro, visando fortalecer a economia regional.

3. O caso real de 2024 (Trabalho Escravo)

A origem da confusão reside em um episódio real e grave ocorrido no final de 2024. Na época, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 163 trabalhadores chineses em condições análogas à escravidão. Eles haviam sido contratados pela empreiteira Jinjiang Construction, uma terceirizada responsável pelas obras civis da fábrica.

4. Providências e Mudança de Postura

Após o flagrante, a BYD tomou medidas imediatas:

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Veredito

É FALSO que a BYD esteja promovendo uma substituição em massa de brasileiros por chineses. Os vídeos que sugerem uma "invasão chinesa" em Camaçari descontextualizam o incidente com a terceirizada em 2024 para atacar a imagem da empresa e do projeto industrial na Bahia.

A denúncia de 2024 sobre condições degradantes foi real e devidamente autuada, mas o compromisso atual da fábrica de automóveis é com a geração de emprego e renda para a população brasileira.

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