WhatsApp anuncia Controle Parental: Pais poderão gerenciar contatos e grupos de filhos menores de 13 anos

Em um passo decisivo para aumentar a segurança de crianças no ambiente digital, a Meta anunciou nesta quarta-feira (11) o lançamento de uma funcionalidade inédita para o WhatsApp. Nos próximos meses, a plataforma passará a oferecer contas gerenciadas, permitindo que pais e responsáveis tenham controle direto sobre as interações de menores de 13 anos no aplicativo.

A medida surge em um momento de forte pressão global e nacional por regulamentações mais rígidas que protejam o público infantojuvenil dos riscos da conectividade sem supervisão.

Como funcionará o Gerenciamento Parental?

A nova ferramenta não dará acesso ao conteúdo das mensagens — preservando a privacidade e a criptografia de ponta a ponta — mas permitirá uma gestão rigorosa da rede de contatos da criança.

Principais funcionalidades anunciadas:

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  • Aprovação de Contatos: Apenas pessoas autorizadas pelos pais poderão trocar mensagens com o menor.

  • Gestão de Grupos: Pais decidirão de quais grupos a criança ou o adolescente poderá participar, evitando a exposição a comunidades desconhecidas.

  • Filtro de Desconhecidos: Pedidos de contato de números que não estão na agenda passarão por uma análise prévia do responsável.

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  • Segurança via PIN: Todas as alterações de privacidade e configurações serão protegidas por um PIN exclusivo dos pais no dispositivo gerenciado.

Configuração e Disponibilidade

Para ativar a proteção, o WhatsApp exige que o responsável tenha 18 anos ou mais e que ambos os aparelhos (do adulto e do menor) estejam com a versão mais recente do aplicativo instalada.

A configuração deve ser feita presencialmente: os dois celulares deverão estar lado a lado para a sincronização inicial. A Meta informou que a liberação do recurso será gradual, começando por regiões selecionadas antes da expansão global.

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O Contexto Brasileiro: Lei 15.211 e o "ECA Digital"

O anúncio do WhatsApp acontece poucos dias antes de um marco histórico na legislação brasileira. No dia 18 de março, entra em vigor a Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025).

O novo estatuto obriga as Big Techs a adotarem "medidas razoáveis" para prevenir que menores acessem conteúdos impróprios ou ilegais, como:

A legislação brasileira também exige mecanismos de verificação de idade mais confiáveis, combatendo a atual prática de "autodeclaração", onde crianças mentem a data de nascimento para criar perfis. O movimento da Meta é visto por especialistas como uma antecipação para se adequar a essa nova realidade jurídica.

Tendência Global de Restrição

O Brasil não está sozinho nessa ofensiva. A preocupação com a saúde mental e a segurança física de jovens na internet é uma pauta mundial:

  • Austrália: Recentemente proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

  • França e Portugal: Já avançam com restrições similares no ambiente escolar e em plataformas.

  • Brasil: Além do novo estatuto, o país já implementou a proibição total de celulares em escolas públicas e privadas para os ensinos fundamental e médio.

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