O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um novo cenário de desafio na opinião pública. De acordo com a nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), a desaprovação ao trabalho realizado pelo presidente atingiu a marca de 51% dos brasileiros.
O levantamento, que mede o pulso do eleitorado nacional, indica uma tendência de queda na aprovação da gestão petista, que agora é chancelada por 44% da população. Outros 5% dos entrevistados preferiram não responder.
Tendência de queda na aprovação
Ao observar o histórico das últimas três rodadas da pesquisa, é possível notar um movimento de desgaste para a atual administração federal:
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Aprovação: Segue em trajetória decrescente, saindo de 47% para os atuais 44%.
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Desaprovação: Mantém-se em uma curva de crescimento gradual, oscilando de 49% para 51%.
Vale ressaltar que as oscilações estão dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, o que reforça um cenário de estabilidade no descontentamento de uma parcela majoritária do eleitorado.
Avaliação de Governo: Negativo vs. Positivo
Para além da aprovação pessoal do presidente, a pesquisa também questionou os brasileiros sobre como avaliam a gestão federal como um todo:
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Avaliação Negativa: 43% (crescimento de 4 pontos percentuais em relação a janeiro, quando estava em 39%).
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Avaliação Positiva: 31%.
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Avaliação Regular: 25%.
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Não souberam/Não responderam: 1%.
Metodologia da Pesquisa
Para chegar a estes números, a Genial/Quaest realizou uma ampla coleta de dados entre os dias 6 e 9 de março de 2026.
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Entrevistas: 2.004 brasileiros foram ouvidos presencialmente em seus domicílios.
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Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Nível de confiança: 95%.
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Registro no TSE: BR-05809/2026.
Análise do Contexto
A queda nos índices de aprovação é um ponto de atenção para a articulação política do Palácio do Planalto. Analistas políticos costumam associar variações na avaliação governamental a fatores como a percepção da população sobre o custo de vida, a taxa de desemprego, os preços dos combustíveis e a eficiência dos programas sociais.