Com Receio de uma Suposta Fuga, Moraes Exige Vigilância Presencial na Área Externa da Residência de Bolsonaro

Em uma escalada das medidas de segurança contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou à Polícia Penal do Distrito Federal que intensifique a vigilância na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. A decisão, proferida neste sábado (30), vai além do monitoramento eletrônico e determina a presença física de agentes para fiscalizar a área externa da casa.

A nova medida exige monitoramento presencial contínuo na residência de Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar e usa uma tornozeleira eletrônica. Além disso, Moraes determinou que todos os veículos que saírem do local sejam inspecionados. As vistorias devem incluir a checagem completa da documentação dos carros, motoristas e passageiros, em uma clara tentativa de controlar qualquer movimentação suspeita.

A ordem de Moraes vem após uma sugestão do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Embora Gonet tenha defendido o uso de câmeras para a fiscalização externa da residência, ele havia dispensado a necessidade de agentes dentro da casa. No entanto, o ministro optou pela abordagem mais rigorosa, indicando uma preocupação maior com a situação de segurança.

Apesar de o procurador-geral da República (PGR) afirmar que não há uma "situação crítica de segurança interna", a principal preocupação do STF e da PGR é o risco de fuga do ex-presidente. Essa suspeita se intensificou, de acordo com as autoridades, devido às movimentações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O filho do ex-presidente tem se reunido com autoridades americanas, buscando influenciar a opinião pública e o governo dos EUA contra o Judiciário brasileiro.

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É importante ressaltar que a prisão domiciliar de Bolsonaro não está relacionada ao inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. A medida foi tomada em um outro processo, no qual o ex-presidente é investigado por suspeita de coação a autoridades. A decisão de Moraes reforça a determinação do STF de manter um controle estrito sobre o ex-presidente, mesmo em prisão domiciliar, e envia um sinal claro sobre a gravidade das acusações que ele enfrenta.

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