O governo federal anunciou a antecipação dos pagamentos do programa Bolsa Família referentes ao mês de outubro de 2026. Com a mudança, todos os beneficiários do programa terão recebido a primeira parcela após o reajuste de 15% antes mesmo de irem às urnas para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).
De acordo com o cronograma original divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, os repasses seriam distribuídos gradualmente entre esta segunda-feira (19) e o dia 31 de outubro. No entanto, com a alteração, a liberação foi compactada, assegurando que o pagamento ocorra integralmente até a próxima quarta-feira (21). O ministério confirmou que a alteração no calendário também valerá para os meses de novembro e dezembro deste ano.
Novos Valores e Impacto do Reajuste
Com a aplicação do reajuste de 15%, o benefício médio pago às famílias em situação de vulnerabilidade social registra alta significativa, alcançando a marca de R$ 777. Já o valor mínimo garantido pelo programa passa a ser de R$ 691.
A medida busca dar fôlego ao orçamento das famílias de baixa renda diante do cenário econômico atual e dos eventos climáticos extremos registrados no país.
Novo Calendário de Pagamentos de Outubro
A organização dos depósitos continua sendo feita com base no Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão do beneficiário, mas o cronograma foi concentrado nos primeiros dias da semana:
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NIS final 1: Segunda-feira (19/10)
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NIS final 2: Terça-feira (20/10)
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NIS final 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0: Quarta-feira (21/10)
Justificativa: Efeitos do "Super El Niño"
Para embasar a alteração no fluxo de repasses e a urgência na entrega dos recursos, o Ministério do Desenvolvimento Social argumentou que o país enfrenta os impactos severos do fenômeno climático conhecido como "super El Niño".
Dados da pasta apontam que, apenas nos meses de agosto e setembro de 2026, foram contabilizados 518 reconhecimentos federais de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública em municípios de todo o país. O volume representa mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 253 decretos, exigindo uma resposta rápida do poder público para amparar as famílias afetadas.