O humorista e influenciador digital amazonense Will Robson afirmou publicamente ter recebido uma proposta de R$ 100 mil por vídeo, no formato Reels, para produzir conteúdo favorável à campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A denúncia foi apresentada pelo próprio criador de conteúdo em suas redes sociais e rapidamente repercutiu entre seguidores e páginas de notícias. Segundo Will Robson, a proposta teria sido apresentada por pessoas que ele identifica como integrantes ou representantes da área de comunicação ligada ao partido.
O episódio ganhou atenção principalmente pelo valor mencionado pelo influenciador e pela alegação de que a negociação teria ocorrido fora dos procedimentos formais de contratação e prestação de serviços de publicidade política.
Influenciador divulgou supostas conversas
Para sustentar o relato, Will Robson publicou capturas de tela de uma conversa que, segundo ele, teria ocorrido com pessoas relacionadas à comunicação do partido.
Nas imagens divulgadas, estaria sendo discutida a possibilidade de produção de vídeos para as redes sociais, com conteúdo favorável à campanha durante o segundo turno. O influenciador afirma que o valor apresentado teria sido de R$ 100 mil por cada vídeo produzido e publicado em formato Reels.
De acordo com o relato apresentado pelo humorista, a negociação não teria sido acompanhada de um contrato formal e também não haveria previsão de emissão de nota fiscal para a prestação do serviço. Essas afirmações, no entanto, fazem parte exclusivamente da versão apresentada pelo próprio influenciador e não foram, até o momento, comprovadas de forma independente.
A divulgação das mensagens provocou uma série de comentários nas redes sociais, com usuários questionando a origem da proposta, a identidade das pessoas envolvidas e a eventual existência de uma contratação política formal.
Will Robson diz ter recusado o dinheiro
O influenciador também afirmou que decidiu não aceitar a proposta. Ao comentar o episódio publicamente, declarou:
“Eu não troco meu voto por dinheiro”.
A declaração passou a circular junto às capturas de tela apresentadas pelo humorista e se tornou um dos principais elementos da repercussão do caso.
Will Robson não apresentou, até o momento, documentação pública que permita confirmar de maneira independente quem teria feito a abordagem ou se a eventual proposta partiu oficialmente de uma estrutura autorizada da campanha ou do partido.
Caso ocorre em meio à polarização eleitoral
A denúncia veio à tona em um momento de forte polarização política nas redes sociais. Antes da divulgação das supostas mensagens, Will Robson já havia participado de discussões políticas na internet e feito críticas públicas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A posição do influenciador em relação a diferentes candidatos e grupos políticos contribuiu para aumentar a repercussão do episódio, especialmente entre usuários que passaram a discutir se a proposta teria relação com suas manifestações públicas anteriores.
O caso também provocou debates sobre a utilização de influenciadores digitais em campanhas eleitorais e sobre os limites e regras aplicáveis à publicidade política nas redes sociais.
O que se sabe até agora
Até o momento, a informação sobre a suposta oferta de R$ 100 mil por vídeo tem como principal fonte o próprio Will Robson e o material que ele publicou em suas redes sociais.
As capturas de tela divulgadas pelo influenciador, por si só, não permitem confirmar de maneira independente a identidade dos interlocutores, a autenticidade integral das conversas ou se as pessoas envolvidas tinham autorização para representar oficialmente o partido ou a campanha.
Também não há, até o momento, uma confirmação independente de que a proposta tenha sido efetivamente apresentada pela direção nacional do PT, por uma campanha presidencial ou por uma agência oficialmente contratada para atuar em nome da candidatura.
Da mesma forma, eventuais irregularidades relacionadas a contratação, pagamento ou publicidade eleitoral dependeriam da análise dos documentos, da origem dos recursos, da identificação dos responsáveis pela abordagem e das demais circunstâncias do caso.