Com 9 candidaturas oficializadas, corrida ao Governo de Minas entra na reta final com brecha para reviravoltas no Republicanos

Prazo para registro oficial de chapas no TRE-MG vai até 15 de agosto; ata partidária dá "superpoderes" ao deputado Euclydes Pettersen para definir futuro de Cleitinho.

BELO HORIZONTE – Com o encerramento do período legal dedicado às convenções partidárias, o cenário político para a sucessão do Palácio Tiradentes começa a desenhar suas linhas definitivas. No entanto, embora nove pré-candidaturas ao Governo de Minas Gerais já tenham sido chanceladas pelas legendas, o tabuleiro eleitoral no estado permanece sob suspense até as 19h do dia 15 de agosto, data limite estipulada pela Justiça Eleitoral para o protocolo formal de registro de chapas.

Até o momento, a disputa pelo Poder Executivo mineiro conta com nomes que abrangem diversos espectros políticos e ideológicos, desde a base de apoio ao atual governo até legendas de esquerda e do campo progressista.

Quem são os 9 candidatos oficializados nas convenções

As convenções estaduais concluídas nas últimas semanas confirmaram a entrada dos seguintes nomes no pleito de outubro:

  • Mateus Simões (PSD): Representante do bloco governista com apoio do Partido Novo, União Brasil e PP;

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  • Flávio Roscoe (PL): Ex-presidente da Fiemg, impulsionado pela ala conservadora ligada ao PL;

  • Alexandre Kalil (PDT): Ex-prefeito de Belo Horizonte, apostando na força política da capital e região metropolitana;

  • Patrus Ananias (PT): Ex-ministro e ex-prefeito, liderando a federação de esquerda;

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  • Gabriel Azevedo (MDB): Vereador da capital mineira buscando espaço no centro político;

  • Indira Xavier (UP): Representante do Unidade Popular;

  • Ben Mendes (Missão): Lançado pelo partido Missão;

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  • Rafael Duda (PSTU): Nome da esquerda socialista;

  • Túlio Lopes (PCB): Candidato pelo Partido Comunista Brasileiro.

A brecha jurídica que mantém o Republicanos no jogo

Apesar da lista de nove concorrentes, o grupo político do Republicanos-MG atua nas sombras para viabilizar uma cartada de última hora. Nomes como o do senador Cleitinho Azevedo e do ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, ainda figuram no radar para liderar uma "chapa pura" na disputa majoritária.

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Essa possibilidade só permanece aberta por causa de um manobra técnica na confecção do documento final enviado à Justiça Eleitoral. Durante o prazo das convenções, a Comissão Provisória Estadual do Republicanos registrou uma ata "em aberto", informando que disputará o Governo de Minas, a vice e o Senado de forma isolada, mas sem nominalizar os filiados naquele momento.

Resumo dos Bastidores do Republicanos:

  • Mecanismo legal: Ata de convenção registrada em aberto no TRE-MG;

  • Nomes cogitados: Senador Cleitinho Azevedo e Luís Eduardo Falcão;

  • Poder de decisão: Concentrado exclusivamente no presidente estadual da sigla;

  • Data limite: 15 de agosto, às 19h (prazo final de protocolo).

"A caneta de Euclydes": Especialista detalha o cenário

A legalidade desse movimento encontra amparo nas regras da legislação eleitoral brasileira, que permite a deliberação posterior por parte dos diretórios partidários, desde que a intenção de candidatura própria tenha sido consignada em ata antes do fim do prazo das convenções.

Segundo o doutor em Direito Eleitoral Igor Oliveira, membro da Comissão Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), a responsabilidade pelo desfecho da sigla está inteiramente centralizada na liderança estadual.

"A ata da reunião realizada pelo Republicanos atribui ao presidente estadual do partido, o deputado federal Euclydes Pettersen, a prerrogativa de indicar e registrar os filiados que vão compor a chapa. É a caneta do Euclydes que vai definir quem será o candidato ao Governo de Minas ou até mesmo se o partido abrirá mão dessa candidatura própria até o dia 15"Igor Oliveira, doutor em Direito Eleitoral e membro da OAB-MG.

Com o relógio correndo contra o calendário eleitoral, as lideranças partidárias intensificam as conversas reservadas nos bastidores em Belo Horizonte e Brasília para determinar se a eleição em Minas terá nove ou dez postulantes ao comando do estado.

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