BELO HORIZONTE – Uma tarde de caos e destruição para quem trafegava pelo Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo nesta terça-feira (12). Um grave engavetamento envolvendo 13 veículos travou o fluxo de veículos na altura do bairro Betânia, na região Oeste da capital mineira, reacendendo o debate sobre a segurança no trecho mais perigoso da rodovia.
A Dinâmica do Acidente
De acordo com informações preliminares do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), o acidente foi desencadeado por uma carreta que, ao perder o controle direcional na descida após o trevo da Avenida Úrsula Paulino, atingiu violentamente os veículos que seguiam à frente.
O impacto em cadeia envolveu:
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08 Carros de passeio;
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04 Carretas (incluindo a que provocou a batida);
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01 Caminhonete.
O engavetamento ocorreu nas proximidades da Rua Damásio Brochado, um ponto conhecido pelo declive acentuado onde frequentemente ocorrem falhas mecânicas em veículos pesados.
Vítimas e Socorro
Apesar da cena impressionante — com veículos prensados e destroços espalhados por dezenas de metros — o balanço de vítimas foi considerado milagroso. O SAMU socorreu duas pessoas com ferimentos leves. Segundo os bombeiros, não houve registro de vítimas presas às ferragens, o que agilizou o atendimento médico no local.
Impacto no Trânsito e Limpeza
A via no sentido Vitória foi completamente interditada para que as equipes pudessem trabalhar. Além do socorro às vítimas, os militares e agentes da BHTrans focaram na contenção de vazamentos de combustível e na limpeza da pista, que ficou coberta de óleo e estilhaços.
O reflexo no trânsito foi imediato: o congestionamento atingiu quilômetros de extensão, impactando não apenas o Anel Rodoviário, mas também as avenidas Teresa Cristina e Úrsula Paulino. A BHTrans orientou que os condutores utilizassem as vias marginais ou buscassem rotas alternativas por dentro dos bairros da região Oeste.
Registro nas Redes Sociais
Imagens registradas por motoristas que passavam pelo local oposto da via inundaram as redes sociais poucos minutos após a batida. Os vídeos mostram a extensão do "rastro" deixado pela carreta desgovernada e o estado de destruição dos veículos menores, alguns dos quais ficaram irreconhecíveis após serem prensados entre as carretas.
Até o momento, a perícia não confirmou se o acidente foi causado por falha humana ou defeito mecânico nos freios do veículo pesado.