A militância e apoiadores do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) movimentaram intensamente as redes sociais na manhã deste sábado (17). Em uma ação coordenada no ambiente digital, milhares de eleitores publicaram fotos vestindo roupas nas cores verde e amarela enquanto faziam o tradicional gesto de "L" com as mãos.
A mobilização é fruto de uma convocação estratégica liderada pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG). A mensagem foi veiculada no canal "Exército do Lula", espaço de articulação política mantido pelo parlamentar no WhatsApp que reúne mais de 4 milhões de inscritos.
A estratégia de "retomada" dos símbolos nacionais
O objetivo central da campanha digital é disputar e reverter a associação quase exclusiva das cores da bandeira do Brasil ao campo da extrema-direita e aos simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, fenômeno consolidado no cenário político nos últimos anos.
Em um vídeo disparado aos apoiadores, Janones enfatizou a importância de reocupar o simbolismo patriótico na reta final da campanha eleitoral:
“Nós vamos pegar de volta os nossos símbolos. Nesse sábado às 9h você vai postar uma foto de verde e amarelo, mas fazendo o “L”. A partir desse momento, o Brasil vai saber que o verde e amarelo é nosso”, afirmou o deputado na gravação.
Repercussão e engajamento nas redes
A adesão ao chamado começou pontualmente no horário marcado e rapidamente alcançou os assuntos mais comentados em plataformas como o X (antigo Twitter), Instagram, TikTok e no próprio WhatsApp.
Lideranças políticas do PT e de partidos aliados, além de influenciadores digitais e artistas, engajaram-se na corrente postando fotos com camisas da Seleção Brasileira, bandeiras do Brasil e peças de vestuário verde e amarelas associadas aos slogans de campanha do presidente.
A iniciativa marca mais uma etapa da disputa pela narrativa visual e simbólica no segundo turno, demonstrando a força de mobilização dos canais diretos de mensagem no aplicativo Meta, ferramenta apontada por analistas como um dos principais campos de batalha eleitoral em 2026.