Uma nova pesquisa de opinião pública realizada pelo instituto Nexus, encomendada pelo banco BTG Pactual e divulgada nesta terça-feira (13), acendeu o alerta no Palácio do Planalto. De acordo com o levantamento, a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu a marca de 51%, consolidando um cenário desafiador para a atual administração a dois anos do próximo pleito presidencial.
O índice de rejeição reflete o percentual de eleitores que afirmam categoricamente que não votariam no atual mandatário "de jeito nenhum" em um eventual cenário de segundo turno.
Polarização e Cenário Eleitoral
A pesquisa traçou um comparativo direto com o principal nome da oposição testado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar registra um índice de rejeição menor que o do presidente, batendo em 47%.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois nomes, os dados apontam para uma eleição extremamente equilibrada, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.
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Cenário Estimulado (quando os nomes são apresentados): Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%.
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Cenário Espontâneo (sem apresentação de nomes): Há uma inversão numérica, com Lula pontuando 46% contra 44% do senador do PL.
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Avaliação do Governo sob Pressão
O clima de insatisfação captado pela rejeição pessoal de Lula se reflete também na avaliação da gestão federal. Pela primeira vez em meses, a desaprovação do governo superou a marca dos 50%, contra 45% de aprovação.
Na análise qualitativa, onde o eleitor define como classifica a administração, os números mostram um núcleo duro de oposição significativo:
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Péssimo: 38%
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Regular: 20%
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Bom: 19%
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Ótimo: 15%
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Ruim: 7%
Analistas políticos indicam que a soma de "Péssimo" e "Ruim" (45%) equipara-se à aprovação total (Ótimo + Bom, somando 34%, mais a fatia de aprovação geral), demonstrando um país dividido e uma dificuldade do governo em conquistar o eleitorado de centro ou os "regulares".
Metodologia
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por meio de entrevistas telefônicas, entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.