O aumento do tráfico de drogas no período carnavalesco é uma tendência esperada pelas forças de segurança, mas, antes mesmo da folia, os flagrantes já dispararam em BH. Em janeiro, a Polícia Militar atendeu 24 ocorrências por dia envolvendo apreensões de entorpecentes na capital. Um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2017 e uma evidência de que o cerco aos atravessadores precisará ser reforçado.
Operações especiais já foram planejadas tanto pela PM quanto pela Polícia Civil. No entanto, a grande dificuldade para as corporações é conter a dispersão do tráfico em meio à multidão durante os desfiles de rua. 
Em 2017, 8.489 ocorrências envolvendo apreensões de drogas foram registradas pela PM em BH; 20% a mais do que o ano anterior
O delegado titular do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), Wagner Pinto de Souza, explica que a distribuição das drogas acontece por todos os meios possíveis e, até mesmo, por indivíduos comuns, sem histórico de criminalidade. 
“O maior desafio é que a prática está bastante pulverizada. Não se trata mais de poucos grandes traficantes. Há muitas pessoas nessa função, principalmente pelo fato de que é altamente rentável”, explica.
O “cardápio” de drogas em circulação durante o Carnaval é vasto e atende a demandas diferenciadas. Porém, a unanimidade entre os foliões, segundo Souza, é a cannabis
“Tem (drogas) para todo tipo de público, de gosto e de bolso, mas as maiores apreensões são da maconha, que tem mais volume e odor. Drogas sintéticas, que são minúsculas, são encontradas com mais dificuldade”, destaca. 

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