O cerco aos carros com música alta não cadastrados para desfilar com bloquinhos no Carnaval de Belo Horizonte será intensificado durante o evento. Comuns principalmente após o fim dos cortejos, os automóveis parados nas vias com potentes aparelhos de som serão proibidos durante todos os dias da folia. Quem insistir na prática será penalizado.
“Carros de som não serão tolerados, são irregulares. Temos um planejamento para garantir o sossego das pessoas, para que algumas se divirtam e outras descansem”, afirma Geórgia Ribeiro, diretora do Centro de Operações de Belo Horizonte (COP–BH). O espaço, no bairro Buritis, região Oeste da capital, vai monitorar a festa por meio de câmeras espalhadas pela cidade.
A gestora reforça que, assim que um veículo com música em volume alto for identificado, a informação será repassada à Guarda Municipal e aos demais agentes de fiscalização das forças de segurança. “Se preciso, vamos rebocar”.
O centro de comando em BH integra forças de segurança da prefeitura e do Estado
Permissão
A Polícia Militar também está se organizando para atuar em situações em que for acionada por moradores da metrópole. “O Carnaval é um evento que tem música e atuaremos para coibir tudo que foge desse ambiente de festa. Os carros de som dos blocos precisam ter autorização para funcionar. Então, vamos identificar os que estão fora desse espectro e tomar as devidas providências”, afirma o major Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da corporação.
Desde o fim de 2016, o som automotivo, escutado do lado de fora do veículo, é proibido, conforme prevê uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). “Antes da regra, a gente dependia de um aparelho para medir decibéis. Agora, basta ser ouvido do lado de fora do carro”, explica o porta-voz do Batalhão de Trânsito, tenente Marco Antônio Said. A infração é considerada grave, com multa de R$ 195 e cinco pontos na carteira de habilitação. Se a pessoa ainda se negar a reduzir o volume, pode ser encaminhada para a delegacia acusada de crime de desobediência. 

Equipes volantes
Três equipes de segurança integrada, com guardas municipais, policiais militares e agentes da BHTrans e de fiscalização circularão pelos locais onde forem identificados possíveis problemas. Serão três vans, cada uma com oito profissionais.
Por meio de um sistema, a prefeitura irá monitorar o trajeto dos blocos na cidade. Simultaneamente, além dos carros com som alto, serão verificadas as necessidades de outros serviços como saúde, transporte e segurança.
“Os representantes recebem as informações através das câmeras e dos agentes. Eles monitoram tudo que acontece na rua, se o bloco atrasou, se precisa mudar o trajeto porque houve algum imprevisto, se há ambulantes não credenciados, necessidade de atendimento de alguém que está alcoolizado ou mesmo se existem garrafas de vidro”, acrescenta Geórgia Ribeiro.
Em ação
No último domingo, agentes foram requisitados no conjunto habitacional Estrela Dalva, na região Oeste de Belo Horizonte, onde estava sendo realizado um evento de funk. “O público que compareceu superou, e muito, o esperado. A multidão gerou impactos no trânsito e no condomínio. As equipes foram até lá e houve uma dispersão das pessoas mais cedo”, conta Geórgia Ribeiro, diretora do COP–BH.
No caso dos trios elétricos e dos carros utilizados pelos blocos, Geórgia lembra que os horários a serem desligados são combinados previamente com os organizadores dos cortejos. O município permite que a lei do silêncio seja flexibilizada durante a festa. “Se o bloco está previsto para acabar meia-noite, ele tem que ser pontual”, reforça.

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