Com a crise e o desemprego, cada vez mais mineiros entram no universo do empreendedorismo. Em quatro anos, o número de Microempreendedores Individuais (MEI) saltou 69% em Minas. Até o final de 2017, já eram mais de 852 mil formalizados, 349 mil a mais que no mesmo período de 2014. Somente no ano passado, 122,5 mil mineiros se tornaram MEI, aumento de 16% se comparado a 2016.
Levantamento do Sebrae mostra que o estado representa 10,8% do número de MEI dos mais de 4,6 milhões em todo o Brasil, o que coloca Minas no terceiro lugar no ranking do país, atrás apenas de São Paulo e Rio.
“Com o aumento do desemprego, muitas pessoas encontraram no empreendedorismo uma alternativa para driblar a crise, sendo dono do seu próprio negócio”, diz a analista do Sebrae Minas Tania Mara De Nardi. Mas esse exército de microempreendedores deve ficar atento para as novas regras do regime, que entraram em vigor neste mês.
Novas Regras
Uma das principais mudanças, o teto do faturamento anual subiu de R$ 60 mil para R$ 81 mil. Além disso, novas categorias profissionais poderão se registrar, enquanto outras perdem os benefícios. Também aumenta a cobrança do recolhimento mensal de impostos, de R$ 51,85 para R$ 52,70.
Profissionais que atuam como MEI pagam impostos mais baratos e enfrentam menos burocracia no registro do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A cada ano, pelo menos 1 milhão de novos trabalhadores se formaliza. Mas segundo o técnico do Sebrae Minas, Alessandro Barbosa Chaves, o perfil do profissional tem mudado ao longo do tempo.

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